Lost Words

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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Acho que foi quando eu percebi como eu escapava da realidade dentro das histórias que eu lia, e eu próprio queria criar histórias que permitissem esse escape, tanto pra mim quanto pra outras pessoas. Isso quando eu era bem novo. E à medida que eu cresci, percebi como a ficção também é muito útil para passar mensagens e criticar a realidade (aquela mesma realidade da qual nós às vezes queremos escapar). Essa percepção apenas aumentou a minha vontade de escrever, e hoje eu tento criar histórias que permitam aquele escapismo nostálgico, mas que ao mesmo tempo causem algum tipo de reflexão.

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Pergunta difícil! rs... Eu tenho um carinho grande por personagens mentores, muito comuns em estruturas narrativas como a jornada do herói. E como todo nerdão, tenho um carinho enorme pelo Gandalf e seu papel de guia misterioso tanto no Hobbit quanto no Senhor dos Anéis. E ele é especialmente importante pois vê as qualidades de cada personagem, e tenta fazê-los desenvolvê-las. A coragem e resiliência do Bilbo e do Frodo, a honra do Aragorn, até mesmo a bondade escondida do Gollum. Personagens mentores são fatores importantes de jornadas épicas. Nas minhas próprias histórias, uma personagem com essa característica é a Dona Fica. Ela já apareceu em alguns dos meus contos de terror da série Zona de Sombra e é um personagem importante do romance que eu estou escrevendo, que é uma história de terror ambientada em São Paulo.

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
Foi difícil, por questões de insegurança. Embora eu escreva desde criança (eu literalmente comecei meu primeiro livro aos 11 anos, que obviamente nunca foi concluído), durante muitos anos eu não tive coragem de mostrar meus escritos pra quase ninguém. Uma oportunidade acabou surgindo em 2017, quando eu publiquei meu primeiro conto, uma história sobre um personagem que eu havia criado para uma mesa de RPG. Eu tinha 27 anos na época e aquela publicação ajudou muito a começar a vencer minhas inseguranças. A partir daí, eu comecei a escrever contos para participar de outras antologias e a colocar algumas dessas histórias na internet.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Demais! Acho que pesquisa é uma parte essencial da atividade de um escritor, pois os detalhes incluídos na narrativa é que vão proporcionar a imersão do leitor no cenário.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Apenas uma, por enquanto: que eu continue as histórias que deixei em aberto ou que comecei e não dei continuidade, haha...

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Eu sou bem metódico, e não sei se é uma mania, mas eu tô sempre fazendo anotações de ideias à medida que elas surgem em diversos lugares (cadernos, post-its, agendas, um grupo comigo mesmo no whatsapp), então na hora de colocar tudo num texto organizado eu geralmente tenho um monte de anotações diferentes. Às vezes tenho tantas acumuladas que, pra não perder, transcrevo tudo pra um arquivo de word, com a data em que cada ideia veio (às vezes até a coisa que me deu a ideia). No mais, meu modo de criação varia, mas em geral eu sinto uma inspiração grande logo depois de terminar de assistir um bom filme. E eu também sou o tipo de pessoa que funciona melhor com a disciplina de um prazo. Então quando tem um prazo pra terminar um texto, geralmente pra submeter pra uma coletânea ou concurso, eu acabo me forçando a sentar e concluir a história, abdicando um pouco do meu perfeccionismo.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Tenho um romance em andamento, o mesmo que eu mencionei lá na segunda pergunta. É uma história de terror ambientada em São Paulo que se conecta com alguns dos meus últimos contos de terror da série Zona de Sombra. No momento estou focado nele, aguardem!

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Não deixem o prazer da leitura morrer! Nós estamos vivendo uma época de crescente vício em redes sociais. Elas são legais, eu também uso, mas roubam muito do nosso tempo e dão muito pouca coisa em troca. Enquanto um livro pode te ajudar a fugir da realidade de uma forma saudável ou talvez refletir sobre ela, as redes sociais nos mantém presos a uma realidade que em boa parte do tempo é falsa (olha que ironia!). Mesmo quem gosta de ler às vezes se vê sem tempo, mas a verdade é que o tempo rolando o feed do face ou do insta pode ser muito mais prazeroso se você mergulhar nas páginas de uma história bem contada.
E leiam autores nacionais! Nós estamos vivendo um bom momento de surgimento de novos autores, produzindo histórias fantásticas que não devem em nada pros gringos, mas esses autores dependem dos leitores para continuarem incentivados. Procure conhecer autores novos, dê uma chance, e divulgue pros amigos que gostam de leitura – essa divulgação boca a boca ainda é essencial.

Sobre sua obra:


Sinopse de Segredo Desumano: Todos nós possuímos segredos. Alguns maiores, outros menores... e mesmo aquelas pessoas que alegam ser um livro aberto as vezes conservam aquela página colada, sem a qual a história não está completa.
André e Luciana acabaram de voltar para São Paulo após dois anos morando em Salamanca, na Espanha. Decidiram ocupar o apartamento da família de Luciana, que estava alugado enquanto ela morava fora, mas há segredos no apartamento que podem surpreender o casal...

Sobre o autor:


Nascido em 1989. Graduado em Direito no Largo São Francisco e atualmente graduando em História na FFLCH. Autor de contos de diversas temáticas, principalmente terror e fantasia. Duas vezes ganhador do Prêmio Strix de Literatura, em 2018 pelo conto Recompensa e em 2019 pelo conto A Rocha e a Brisa, além de outras indicações.

Instagram do autor | Compre AQUI 

Beijos!
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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
No momento em que finalizei o livro O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, peguei uma folha em branco e comecei a redigir a minha primeira narrativa, que culminou para, um dia, se tornar a Saga do Elly, meu magnum opus literário, a grandiosa série de livros de fantasia épica que pretendo escrever (fora outros projetos paralelos também)!

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Um dos meus personagens favoritos da história da literatura, com certeza, é o Tyrion Lannister, que nos mostra como o intelecto pode te fazer ser o maior jogador político da Guerra dos Tronos, no Mundo de Gelo e Fogo. Tyrion mostrou a mim que é possível orquestrar a trama de um personagem carismático, bem-humorado e humano em tramas políticas que, a priori, soariam chatas à maioria das pessoas.
Nos meus livros, o personagem que eu mais gosto de escrever é o Rakon, o drokon nascido na cidade de Enior, no Reino de Ellos, localizado nas Planícies Secas, pois este possui um background complexo e toma decisões impulsivas e  lideradas por sua ira interminável, o que me dá possibilidades praticamente infindáveis de desfechos.

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
No início, era uma válvula de escape do meu mundo real, um mero hobbie. Porém, com o passar dos anos, se tornou a minha maior paixão e, com certeza, uma das coisas que me inspira a acordar todos os dias.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Com certeza! Talvez, para mim, o que mais me dê trabalho são os momentos de estudo, revisão sistemática e leitura prévia, e a escrita acaba me custando menos esforço, por assim dizer (ainda mais quando se trata de meus romances históricos, onde preciso me ater à História realista, como na minha obra GAIJIN, que conta a história de um samurai deserdado que busca sua vingança, ambientado no Japão Feudal de 1634).

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Não só cobranças de terminar logo as minhas histórias mas, também, sobre personagens favoritos que acabam falecendo ao longo da trama! Hahahahahaha

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Minha grande mania é redigir um rascunho horroroso no papel, com tópicos super generalistas, antes de começar a escrever um capítulo. Isso é uma mania que me ajuda muito a não perder as estribeiras e me manter nos trilhos dos objetivos e desfechos!

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Para o futuro, pretendo dar sequência à Saga do Elly, após o lançamento do primeiro volume (A Ameaça Esquecida), e finalizar o volume 2 da série: Sombras da Morte (que, no caso, a Saga já tem 6 livros programados). Bem como, ainda vou lançar a Duologia de Wellfare, sendo elas "Homens Sórdidos" e "Damas Audazes", que serão livros que acontecem ao mesmo tempo, num universo completamente diferente do da Saga. Também, pretendo escrever um romance histórico ambientado no Japão Feudal, organizar uma Antologia com outros autores próximos, com temáticas de RPG de Mesa, me aventurar na história brasileira ao escrever uma ficção histórica no Período do Ouro, lançar romances de ficção científica de um possível distópico brasileiro atrelado à temática punk e outros projetos escusos...

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Eu gostaria de agradecer a você que leu até aqui, à Aline pelo convite generoso para esta entrevista espetacular e, também, lanço um convite a todos! Visitem a minha página do instagram (@fhhingst) e meu Wattpad (@FabioHingst1) para acompanhar a minha jornada de escritor e não perder nenhuma novidade relacionada aos meus universos e histórias malucas! Dêem uma chance e garanto que valerá a pena!

Sobre suas obras:


Sinopse: Doze são os homens sórdidos.
Eis uma densa coletânea de relatos sombrios, acerca de homens comuns, de ladrões miseráveis, mendigos imundos, nobres pomposos a cavaleiros gloriosos, ao enfrentar de frente o desconhecido, encarar segredos obscuros e perigos sinistros há muito negados pela civilização, afundados na mais profunda escuridão.
Histórias inseridas em realidades deturbadas e sangrentas mostrarão a você os limites da sanidade e da loucura.


Sinopse: Em tempos difíceis, o povoado nortenho sofre ataques de uma ameaça há muito esquecida, emergindo das sombras do passado, aniquilando vilas e cidades. O Krôm de Kerion, então, envia uma comitiva de espiões de elite a fim de investigar o inimigo, enquanto prepara suas tropas para o que pode se tornar um dos maiores conflitos da história, podendo envolver todas as civilizações do Continente.
Mais ao Leste, um drokon luta pela sobrevivência, inserido em uma realidade conturbada e hostil. Cercado de militares corrompidos e líderes corruptos é obrigado a deixar sua conduta de lado para se salvar.
Na mesma época, nas profundezas dos mares do Sul, os tritões planejam sua vingança contra os vídicos, que os impediram durante séculos de prosperar em terra firme.
Ainda no Norte, uma pequena groll busca libertar-se de seu Mestre, que invade sua mente e a força a cometer atos terríveis.
Inicia-se um desequilíbrio em Vhalos, quando a violência passa a derramar o sangue dos inocentes, maculando as terras antes pacíficas, em prol do orgulho e da loucura instalados em seus Reis e Rainhas.
Apenas ele, o Elly, pode restaurar o equilíbrio.
Degustação

Sobre o autor:


"Meu nome é Fábio Henrique Hingst Fabri, tenho 23 anos, moro na cidade de Sorocaba, em São Paulo, sou formado em Medicina Veterinária pela UNESP de Botucatu e, atualmente, estou cursando mestrado.
Sou escritor há 10 anos e desde os 14 escrevo uma série fantástica de ficção medieval, nos moldes de As Crônicas de Gelo e Fogo e A Crônica do Matador do Rei, de nome "A Saga do Elly", sendo o primeiro volume "A Ameaça Esquecida".
Atuo, também, em projetos paralelos, como num romance histórico ambientado no Japão Feudal, no ano de 1639 (GAIJIN), em duas antologias que contam a história da retomada da fictícia Província de Gatesby, por meio de 24 personagens principais distintos (Homens Sórdidos e Damas Audazes).
Venha mergulhar nas minhas histórias complexas e escritos de imersão ímpar!" - Fonte

Instagram do autor | Site | Wattpad

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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
A grande maioria dos escritores tende a perceber a habilidade, ou a tendência de querer desenvolvê-la, ainda na infância/adolescência.
Comigo foi completamente diferente.
Até os 26 anos de idade (tenho 28), eu jamais havia sonhado que iria escrever um livro. Eu sempre fui um leitor, sempre gostei de ler, mas escrever era outra história. A primeira inspiração surgiu com um autor chamado Bernard Cornwell, eu li praticamente todos os livros dele e, sem perceber, comecei a ter vontade de escrever. Minha escrita possui grande influência do estilo dele por isso.
Aos 26 anos, escrevi um conto. Do nada. Só por diversão. O objetivo era publicar o conto em um fórum (GSB – não existe mais, creio eu), e entreter os membros. Acabou que existia uma premiação mensal nesse fórum (eu não sabia) e eu ganhei o prêmio “milionário” de 10 reais. Foi aí que tive o estalo e achei que poderia entrar mais a fundo nesse negócio de escrever histórias.
Um ano depois, começo a escrever meu primeiro livro, que termino em 9 meses. Hoje, ele está para ser lançado por uma editora. Mas enquanto não lança, decidi escrever outro livro, dessa vez um livro de contos, esse que já está na Amazon.
Ainda não sou nenhum autor consolidado, mas, hoje, sei que quero ser um escritor.

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Tenho sim. Na verdade, tenho vários. Mas aquele que mais me toca é um personagem que eu mesmo criei.
Por quê? Simples, porque ele é baseado em mim e nos meus amigos mais próximos.
Ele se chama Dorian, é um anão coadjuvante nas minhas histórias, mas que acaba roubando a cena pelo seu jeito engraçado de usar as palavras e perceber o mundo em volta. Mas ele não se resume a ser um personagem que faz os outros rirem, também tem seus momentos sérios e é um amigo muito leal (assim como eu e meus amigos).

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
Nada fácil. Sempre tem aquela vergonha do que os outros vão pensar, sabe? Até por isso ninguém próximo de mim sabia que eu escrevia até bem pouco tempo atrás.
Fui ganhando coragem ao ver os feedbacks positivos de pessoas que não conhecia (algumas se tornaram amigas depois). Para isso, usei e abusei da plataforma Wattpad, que é por onde recomendo que novos aspirantes a escritores comecem (inclusive, mantenho ainda amostras do meu trabalho por lá).

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Antes, durante e depois! Isso é essencial. Escrevo fantasia, tudo bem, mas com muita base na nossa realidade do século 18, por isso, sempre pesquiso sobre a época, desde vestimentas, funcionamento das armas e até como era usado o banheiro.
Quem ver meu histórico de pesquisa vai achar que tem algo muito errado comigo.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Como ainda sou bem novo no mercado, não muita. É mais uma cobrança saudável de pessoas próximas.

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Conheço pessoas que imaginam uma cena no final do livro e escrevem logo, outras que escrevem cenas aleatórias, fora de ordem, e as juntam depois.
Não sou uma dessas pessoas.
Sempre escrevo tudo na ordem – início, meio e fim – senão me perco completamente. Também não sou muito bom com roteiros (os meus geralmente só tem 1 página).
Minha forma de criação de histórias, porém, não acompanha minha maneira de escrever. Nunca vem na ordem. As ideias são sempre aleatórias, que vou encaixando na medida em que escrevo, e elas costumam aparecer durante o banho.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Tenho um segundo e-book sendo escrito, que vai ser continuação do primeiro – já lançado. Gostaria muito de lançá-lo ainda esse ano, visto que a história dele se passa antes do romance (que sairá em janeiro do ano que vem), mas não sei se vai ser possível.
Assim que o livro e os dois e-books estiverem lançados (o que deve se resolver até março de 2021), voltarei minhas atenções para um segundo romance, que quero lançar no final de 2021 ou início de 2022.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Bom, primeiramente, se você leu até aqui, meu muito obrigado!
Segundo: Peço que apoiem o trabalho da literatura nacional, é muito importante para continuarmos a revelar cada vez mais grandes autores.
Terceiro: Espero que gostem do livro.
E, finalmente, quarto: Minhas portas estão totalmente abertas a qualquer um que quiser conversar, fazer críticas, dar sugestões ou apenas elogiar, basta me chamar no Instagram.
Nos vemos por aí!

Sobre sua obra:


Sinopse: "Mercenários da pior espécie. Caçadores de recompensas nada mais são que párias sociais com ilusões de que podem quebrar a lei para seu próprio ganho pessoal."
Arkon Kais, Dorian Gilar e um menino chamado Aevelm são caçadores de recompensas em um mundo decadente e sombrio, andarilhos em um país tomado por criminosos, monstros e agentes da lei corruptos. Juntos, tentam sobreviver ao caos enquanto fantasmas do passado os perseguem.
A obra se passa antes do primeiro romance da saga "As Crônicas do Casaca Negra".

Sobre o autor:


Tales Figueiredo é natural de Belém – PA. Sempre foi fã de ficção fantástica, histórica e livros de administração. Formado em Direito, mas não seguiu na área. Começou a escrever de forma profissional apenas aos 27 anos. Antes disso, testou sua escrita ao publicar um pequeno conto em um fórum já extinto, vencendo o prêmio “milionário” de 10 reais. Publicou parte de sua primeira obra na plataforma Wattpad, onde venceu dois concursos e ficou em terceiro lugar em outro.
Hoje, mora na Serra Gaúcha, onde escreve livros de fantasia inspirados nos famosos livros de George R.R. Martin e do autor de ficção histórica Bernard Cornwell.

Instagram do autor | Compre seu livro AQUI | Wattpad 

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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Desde muito cedo sempre gostei de escrever: de aventuras mitológicas, fantasias medievais, viagens em caravanas no velho oeste, até ficções científicas no espaço. Tenho alguns manuscritos (em cadernos do colégio) desde 1991. Entretanto a oportunidade para publicar surgiu em 2017, na editora DPLACIDO.

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Diversos personagens me cativaram. No livro "dragões da noite de inverno" o personagem que me cativa é o Sturm Montante Luzente, um cavaleiro. Na trilogia do Bernard Cornwell "Em busca do santo graal" , que começa com o livro "O Arqueiro" o personagem principal de nome Thomas de Hooktown é fantástico. Na saga do Ramsés, de Christian Jacq, o Ramsés é extraordinário. Personagens valorosos, de princípios, de honradez, conquistam minha atenção. Personagens com inteligência e perspicácia, e personagens maquiavélicos também me cativam. Nas "Crônicas de Gelo e de Fogo" diversos personagens me agradam: Daenerys (inclusive é o nome da minha filha), Sandor Clegane, Sor Barristam Selmy,  Tyrion, Mindinho e Aranha...
Nas minhas obras não tenho predileção, embora o vilão de "O RITUAL" é um personagem que acredito poucas pessoas realmente conseguirão ver seu tamanho, ver todas as suas dimensões.

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
O primeiro livro que lancei foi uma obra sobre processo penal militar, mas a simples realização de ter um livro já foi algo gratificante. A primeira Obra literária foi o BHZOMBIE, lançado em um shopping da cidade logo após o Halloween. Esse foi uma realização em termos de evento, de alcance de público. Mas a verdade é que cada livro publicado é uma experiência ímpar.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Já escrevo há muito tempo. Obviamente obras contemporâneas precisam de uma releitura para publicação (até mesmo por alterações nas tecnologia, mudanças de cenários já que escrevo muito em Belo Horizonte e as ruas e bairros se modificaram com o passar do tempo). Não pesquiso para escrever, mas leio  munto, e cada leitura me dá elementos para utilizar nas histórias. por exemplo, em BHZOMBIE aparece um militar de nome Eisenhower - não foi coincidência, o nome é o mesmo do general que veio a comandar as tropas aliadas na II Guerra Mundial. eu não pesquisei para escrever o BHZOMBIE, mas já tinha lido muito sobre ele e, quando apareceu a ideia de colocar o nome no personagem, ele me pareceu uma escolha natural, e que possibilita indicar ao leitor outras aventuras. aliás, essa é uma marca em meus livros, cada detalhe esconde um easter egg.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Nos dias de hoje existe muita cobrança para se fazer apontamentos sobre as mais variáveis circunstâncias: pessoas menos favorecidas, minorias, grupos étnicos e etc. Entendo perfeitamente essas cobranças  e sou muito receptivo a elas, porém penso o seguinte: as artes, em especial as obras literárias são uma demonstração de um (e apenas um) espectro da vida, na visão de seu criador. Não vejo porque o artista tenha que colocar em tudo o que faça todas as bandeiras do mundo. No BHZOMBIE um amigo meu (amigo mesmo, mora do lado dos meus pais) questionou por que não falei de pessoas menos favorecidas, de baixa renda, no BHZOMBIE. A finalidade do livro não era para falar sobre as agruras do sistema capitalista, mas tão somente contar o que as pessoas poderiam fazer caso o mundo acabasse. Mas entendi o questionamento dele, e acho que toda a arte serve para instigar a pessoa. Agora, a interpretação da obra é de cada um, eu apenas conto uma história sobre algumas pessoas. Outra leitora me questionou sobre uma personagem secundária do livro O RITUAL, dizendo que ela seria um pouco clichê em seu comportamento. Mas, afinal, não somos todos clichês? Repetimos comportamentos na vida em sociedade que fazemos sem nem perceber. Dos mais simples aos mais complexos. Quantas vezes as pessoas olham seus celulares simplesmente pelo hábito de olhar? Quantas pessoas são gentis mas, na direção de um veículo, se transformam em pessoas agressivas? Quantos indivíduos pregam a paz mas quando estão no meio de uma torcida organizada e se comportam como bárbaros, xingando, humilhando e até agredindo outros torcedores, e, as vezes, até torcedores do mesmo time? Enfim, as artes exigem que o admirador (seja leitor, telespectador, ouvinte...) tire suas conclusões. A única coisa que sou contra é querer cercear o autor. Liberdade é o carro-chefe da civilização.

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Antigamente eu escrevia durante as aulas, no recreio, ou em casa. Bastava ter um caderno e um lápis e as histórias nasciam (meu caderno de química da oitava série é a prova viva disso). Tenho o hábito de escrever frases que surgem na minha mente. Pode ser a ideia de um enredo, a fala de um personagem, uma cena...qualquer coisa. Depois as frases vão se somando e a história nasce. Em alguns casos, tenho uma "explosão de criatividade". Nessas horas eu tenho que escrever imediatamente. mais recentemente quando uma dessas explosões acontecem é mais fácil, posso falar que o celular grava e depois transcrevo, fazendo ajustes se necessário. Ainda tenho muita coisa antiga que precise apenas de aparar as arestas antes de começar algo novo efetivamente do zero.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Tenho ainda muitos arquivos guardados, inclusive alguns nesse caderno de química. Esse ano foram lançados dois livros: "O RITUAL" e "PINDORAMA - terra de aventuras". A ideia era lançar apenas o RITUAL, inclusive seria lançado na bienal mineira o livro, mas devido a pandemia a bienal foi adiada para 2021, então pensei em colocar ambos à disposição dos leitores. Foi gratificante porque ambos já esgotaram as duas primeiras tiragens. Para o futuro próximo tenho uma história infantil sobre folclore, aguardando apenas o ilustrador terminar. Tem também outras duas obras de suspense em BH, uma aventura no espaço, uma aventura na época dos bandeirantes, um romance/drama, uma aventura na Grécia antiga  e uma história ficcional sobre os bastidores da política. Essas já estão prontas, aguardando apenas oportunidades. Algumas delas carecem apenas de releituras, uns ajustes, mas o grosso já está montado.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Gostaria de fazer um pedido: ajudem os autores nacionais. Ajudem a divulgar, a mostrarem seus trabalhos. Não deixem a literatura morrer e não censurem as artes. Existem muitos bons escritores nacionais pouco conhecidos que precisam ser descobertos pelo grande público, mas não possuem a oportunidade de se manifestarem. Oportunidade para mostrar os trabalhos de Miller Britto, Nono Rebelo, Peter Rossi, Pedro Serra e tantos outros autores nacionais. Ah, e se puderem quiserem conversar, pode me chamar no instagram. É isso: liberdade e oportunidade. Obrigado.

Sobre suas obras:


BHZOMBIE  - um apocalipse zumbi em Belo Horizonte, cheio de referências à cultura pop. Também lançada pelo editora DPLACIDO, essa obra é narrada em primeira pessoa.


SETE DESTINOS - livro de contos lançado pela editora Sete Autores, cada conto foi elaborado por um autor diferente, sendo que todos tratam dos mesmos protagonistas. Gustavo Ferreira escreveu sobre uma misteriosa arca encontrada nas proximidades do sítio arqueológico de lapa vermelha, em pedro leopoldo, e levada para o museu do conhecimento na Praça da Liberdade (BH/MG). Inspirado por H.P.. Lovecraft, o autor discorre sobre a Realidade em seu conto.


O RITUAL  - Editora Sete Autores. Um delegado em plena crise de meia idade se depara com um desafio: um serial killer praticando seus delitos nas igrejas de Belo Horizonte às vésperas do natal. Esse é o livro submetido para agenciamento. o livro encontra-se disponível no formato ebook tanto em português quanto inglês, e seria lançado na Bienal Mineira do Livro em maio/2020, mas, por questões do COVID 19 não houve lançamento do livro físico.


PINDORAMA - terra de aventuras, disponível no formato ebook e físico, trata-se de uma história no Brasil eras antes do descobrimento, quando criaturas do folclore eram de carne e osso. Personagens possuem nomes indígenas, sendo que o significado da palavra remonta a traços da personalidade ou característica do personagem.

Prática processual penal Militar  - Obra sobre direito penal e processual penal militar, lançada pela editora DPLACIDO. O livro aborda a teoria do crime, teoria da pena e o processo penal militar, mais precisamente o inquérito policial militar.

Inteligência na Polícia Militar, desvio de conduta como objeto da inteligência de segurança pública. - Obra voltada para a atividade de inteligência lançada pela editora DPLACIDO. Nela é feita uma síntese da atividade de inteligência e sua alocação no Estado Democrático de Direito. Depois é feita uma evolução histórica da atividade de inteligência, no mundo e no Brasil, para enfim tecer comentários sobre o desvio de conduta dos encarregados de aplicação da lei e a inteligência de segurança pública.

Sobre o autor:


Gustavo de Castro Ferreira (1981) é o autor de "BHZOMBIE ", " O RITUAL ", "PINDORAMA, terra de aventuras ", coautor  de "SETE DESTINOS", além de possuir outras obras na área das ciências sociais, e artigos publicados em diversas mídias.

Bacharel em direito e ciências militares, Gustavo Ferreira é membro da Academia de Letras João Guimarães Rosa.

Natural de Belo Horizonte,  Gustavo descobriu na sua cidade a inspiração ideal para catalisar sua criatividade.

Instagram 

Para mais informações entre em contato com o autor pelo Instagram ou e-mail: gustavo.gapeto@gmail.com
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1- Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Bem eu percebi que queria ser escritor, na escola, por volta de 2006, e desde então venho acumulando poemas, alguns rabiscos, ideias, opiniões, algumas crônicas e alguns relatos autobiográficos,  eu tenho uma espécie de tara por registros, tipo as palavras podem ser ditas e interpretadas de varias formas, mas os livros, o registro, permanecem, sejam em papel ou hoje em e-book, está tudo ai, você quer saber um tema, basta pesquisar, poemas, contos, crônicas, historias, hqs, novelas, teatro, musica, tudo que envolve a arte e cultura, de uma certa forma me atrai.
Bem, e eu só percebi, que isso de alguma forma é algo natural pra mim, sempre gostei de escrever mensagens, cartas para as namoradas, escrever algumas historias da minha vida, e aquilo ia se acumulando, seja na gaveta ou no computador, e um dia, pensei, e amadureci essa ideia, preciso colocar e entregar isso pro mundo, e ver o que acontece. 

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Bem como responder isso? Talvez meus personagens favoritos, sejam as pessoas que se dispõem a ler meus poemas, até então, é o nicho que eu exploro da literatura e as vezes arrisco uma crônica ou outra, com tracejo de relatos autobiográficos, nesse aspecto, o meu eu escritor, poeta, motociclista e aventureiro, por que são esses conjuntos de utensílios, que me causam reflexões e sentimentos, para que eu possa continuar escrevendo, a interação com as pessoas, com leitores e outros escritores, meus personagens favoritos, concluindo, somos nós, eu, você que me entrevista, o frentista do posto, o bêbado no balcão do bar, o argentino no sinal fazendo malabarismo, o andarilho uruguaio que me pediu uns trocados pra tomar café, as viagens que faço, um amigo jovem que tem algum sucesso por alguma atividade que ele exerça ou as pessoas, meus afetos e todos as entrelinhas que estão ali sentidas em carne viva. 

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
Eu comecei a escrever na escola, fiz uma redação fantasiosa, sobre um garoto que foge de casa e vai morar por uns dias no parque da cidade, uma espécie de Robson Crusoé moderno, ganhei e chamei a atenção da minha professora, Dona Ângela, isso devia ter uns 11 anos, eu sempre tive alguma habilidade em criar as coisas, palavras histórias, eu leio razoavelmente bem, mas contrário um pouco a lógica de que para se escrever, tem que se ler muito, pois na época, eu tinha preguiça de ler, mas já gostava de escrever, depois no colégio, eu gostava das aulas de literatura, Augustos dos Anjos, Aluísio Azevedo e claro, meu preferido, Carlos Drummond Andrade, mineirinho como eu, eu gosto desse tom que tem o bucolismo mineiro, sou orgulhoso do meu estado, dos patrimônios imateriais, um sentimento de amor que não cabe em mim e transborda em palavras. 

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Sim. Gosto de filosofia, história, mitologia e os elementos da bruxaria, e todas as questões voltadas ao feminino, eu escrevo de forma que a poesia possa adentrar a outra pessoa, e que ela possa projetar algo dela ali, já me disseram que escrevo de forma que quem lê, não saberia dizer que é um escritor ou escritora, o que eu acredito que seja muito bom, por que instigam a curiosidade das pessoas em relação ao que está escrito e seus afetos. 

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Olha, não saberia responder isso ao certo. Eu transformei minha escrita em algo existencial e meu, talvez seja por isso, que de alguma forma, as vezes eu percebo resistência das pessoas em se disporem a ler e gostar, existem milhares de instagram’s que tem abordados textos sobre amor, e velhas receitas de “bolo” para a leitura, algo que só se via em autoajuda, mas assim, textos mais genéricos e levianos, um cara/ou moça, que se apaixona, e que no final não ficam juntos, ou ao contrario, o amor que fica junto e vence tudo, amor próprio entre outras coisas, digamos assim que isso pega as pessoas por um certo tipo de amostragem, sentimentos não são assim, são complexos, e os poemas ao meu ver, são como a predisposição, ou coragem para se abrir uma porta, e entrar em uma outra dimensão de peito aberto, quiças isso depende do leitor, estar disposto a quebrar o ciclo da repetição e se dispor a ler algo novo, então sendo assim, não existe qualquer cobrança, na verdade eu que cobro dos leitores mais assíduos para compartilhem as postagens, de alguma forma que cheguem a mais pessoas, assim, quem sabe com muita sorte, tenha um publico mais fiel para me cobrar… 

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Café, sempre… se estou em casa, faço um café, seja coado ou expresso, ligo o PC, coloco alguma música pra rolar, um Pink Floyd, na maioria da vezes Echoes, as vezes um belchior, ou um tango Uruguayo, às vezes um jazz de cafeteria, eu gostou muito, as vezes elejo escrever no silencio da noite e da madrugada, abro a janela e sinto aquela brisa gelada, olho o céu negro e as estrelas. 
As vezes quando saio de moto, pra tomar café, e tenho alguma ideia, eu anoto no celular… eu tenho esse habito de fazer a escrita acontecer em lugares inesperados, já escrevi em bar, cafeteria, guardanapo em voo de avião, mas tudo de forma muito natural… 

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Bem, meu projeto de futuro presente, a uns 15 dias relancei meu livro Poemas sobre o Amor ou Não, no formato E-book, pela Amazon, mas isso aconteceu da seguinte forma, eu já queria lançar um e-book, eu tenho escrito bem durante a pandemia, muitas ideias e muitos processos  criativos, apesar que o momento é de caos no mundo, mas eu mantenho minha introspecção de uma forma mais ativa, pois bem, minha ideia, é essa, publicar o e-book, porém, pensei, por que não relanço o livro que já tenho pronto… então, fiz acontecer, como todo escritor independente… agora o outro e-book, ainda sem nome, esta próximo diria que uns 70% do processo, e espero lançar em breve, também pela Amazon.  

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Bem, ainda que quem passe por aqui e leia, e talvez, não curta poesias, leiam escritores independentes, busquem referências novas, busquem de alguma forma quebrar as correntes do pensamento, valorizem os artistas, meus melhores amigos são artesãos ou escritores, ou estão ligado a musica ou arte, e a arte nos salva enquanto sujeitos da falta, entusiastas das poesias, podem acompanhar meu dia a dia em @saulomazagao e meus  escritos @mente.e.letras. 

Aline, muito obrigado pelo convite da entrevista, pelo espaço e espero participar sempre que puder.
Um grande abraço a todos que passaram por aqui, poesia é vida.

Sobre sua obra:


Sinopse: O que é o amor? E onde está nos poemas atuais? Onde está nossos sentimentos em tempos de cólera? Por onde podemos construir um novo amor, e claro, o próprio frente as exigências que um mundo que parece não se importar nos colocando uns contra os outros e nos cegam para nossos sentimentos, sejam eles de amor ou não.

Sobre o autor:


Psicólogo, membro correspondente da Academia Inclusiva de Autores Brasilienses – AIAB. Apaixonado pela escrita, um romance com a poesia, fica explícito no livro “Poemas sobre o Amor (ou Não)”. Busca inspiração na natureza e no minimalismo, tem apreço pelo simples e funcional (Antologia das Flores – Flo-res de cacto 2019) onde a escrita é permeada por traços de caráter autobiográfico (Antologia das Flores – Flores de Girassóis 2019) relatando situações ou sentimentos experimentados, sejam elas em viagens de moto ou avião, visitando cidades, outros países ou no curto espaço de tempo das batidas da máquina de escrever, ser vivente e livre: um escritor. 

INSTAGRAM | COMPRE AQUI

Beijos!
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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Primeiro, muito obrigado pelo espaço e pelo convite. É  uma honra estar aqui no Lost Words! Então, eu sempre fui apaixonado por histórias. Cinema, teatro, literatura... sou fascinado por storytelling mas a vontade de escrever surge da percepção de um grande buraco de representatividade nessas narrativas que sempre consumi.  Eu nunca tinha visto uma história como a minha ou um protagonista como eu. Jovens negros e LGBT dificilmente são simbolizados ou colocados em espaços de protagonismo, independente de qual seja a mídia ou plataforma. Para me ver representado, eu precisei contar a minha própria história.

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
No "Querido Ex" eu tenho um carinho muito especial por um personagem chamado "Daniel". O nome foi dado em homenagem ao primeiro garoto por quem eu me apaixonei, quando eu tinha, sei lá, dez anos. Ele simboliza o aliado que eu gostaria de ter ao meu lado em momentos assustadores da adolescência. Um amigo que entende exatamente como é a sua dor mas que também é maduro e corajoso o suficiente para pegar na sua mão e falar "respira, vai ficar tudo bem".

Agora, em modo geral, eu sou apaixonado pela Hannah, personagem criada pela Lena Dunham para a série Girls. Ela é uma menina recém formada na faculdade, tentando ser escritora enquanto está envolvida em um relacionamento abusivo, lidando com seus transtornos de ansiedade e a pressão para "ser adulta". Mais relacionável, impossível. 

3 - Como foi para você, entrar no mundo literário?
Foi uma jornada, apesar de ter sido relativamente rápido. Eu sou formado em Relações Internacionais e estava cursando uma segunda graduação em Direito.Quando eu terminei de escrever o "Querido Ex," eu não conhecia ninguém no mercado, não tinha contatos e não fazia ideia de como publicar meu livro. Foi quando comecei a estudar tanto escrita criativa como o mercado editorial como um todo. Ingressei em uma pós-graduação em Escrita Criativa e lá pude aprofundar o networking e aprimorar minha técnica. Apesar disso, até meados de 2019 eu trabalhava de terno e gravata em um escritório, surtando o dia inteiro na frente do computador. Foi quando surgiu o convite para trabalhar no Carreira Literária - uma plataforma online de formação de escritores - e em seguida a proposta da Galera Record para relançar o "Querido Ex". Felizmente hoje consigo viver nesse mundo.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Sim! Mesmo quando o livro é mais pessoal, como o "Querido Ex", é necessário pesquisar. Conhecer as referências do gênero, ler o que seu público está consumindo, estudar vivências que são diferentes da sua, não existe escrita sem a pesquisa.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
De forma alguma, eles são incríveis! Eu fiquei com receio quando anunciamos a nova versão do "Querido Ex" pela Galera Record, já que seria o mesmo livro lançado anteriormente mas acho que todo mundo entendeu e ficou muito feliz por essa nova etapa. Com a Record eu pude revisitar o livro. Cortamos algumas passagens, adicionamos novos capítulos, fizemos alterações e já incluímos o primeiro capítulo do "Maldito Ex", a sequência que chega nas livrarias ano que vem. Apesar de ser a mesma história, esse é um novo livro. Eu to muito ansioso para saber o que a galera que já leu a versão anterior vai achar dessa! Muitas das mudanças ocorreram graças ao feedback que recebi dos leitores ao longo desse último ano.

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Eu sou completamente caótico. Atualmente também tenho desenvolvido projetos como roteirista então meu trabalho implica em escrever o dia todo. O mais difícil é gerenciar o tempo mas com a prática a gente vai aprendendo mas eu não conseguiria sobreviver um dia sem litros de café e músicas da Taylor Swift.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Atualmente estou focado no lançamento da nova versão do "Querido Ex". Fizemos uma super pré-venda na Submarino onde, além do livro, um caderninho, dois broches, marcador e card, todo mundo que fizer a reserva também ganha uma cartinha minha. O ponto é que eu fiz questão de escrever uma por uma e à mão, com caneta e papel, para todas as compras feitas até o fim desse mês de agosto. Ou seja, vou passar um bom tempo escrevendo cartinhas! 

Para além disso, estou finalizando o "Maldito Ex", a sequência do "Querido Ex", protagonizada pelo ex-namorado, que chega nas livrarias em 2020 e cujo primeiro capítulo já vai nessa nova edição.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Eu preciso agradecer todo mundo que apoiou a minha história de alguma forma. Escrever no Brasil é uma tarefa dantesca. Quando se é minoria , a batalha é ainda mais difícil. Autores negros representam menos de 10% daqueles publicados pelas grandes editoras. Se o "Querido Ex" está ganhando essa nova vida na Galera Record é em decorrência de cada leitor, que baixou ou comprou o livro, que deixou uma avaliação na Amazon, que se inscreveu no meu canal no Youtube... minha trajetória é a prova de que o poder nesse mercado está na mão de vocês, na mão dos leitores. Por isso, sempre deixo o apelo para apoiarem, consumirem e divulgarem autores nacionais. Muito obrigado!

Sobre sua obra:


Sinopse: Querido ex conta em primeira mão os relatos de um jovem cuja vida está sendo definida por um catastrófico acontecimento: seu ex-namorado virou, da noite para o dia, a maior celebridade do país.
A única coisa pior e mais desastrosa do que levar um pé na bunda, é levar um pé na bunda e ver seu ex se tornar a maior subcelebridade do Brasil. Não só isso, mas assistir em tempo real enquanto ele se apaixona por outro cara em TV nacional. Poucas palavras conseguem expressar esse nível de decepção amorosa. Nem mesmo Taylor Swift seria capaz de entender.
Mas é justamente a tentativa de colocar a dor em palavras, reunidas em cartas para o maldito ex, que faz com que nosso protagonista repense algumas coisas. Entre crises de luto e saudades, existem festas anuais do dia dos ex-namorados com todas as suas amigas que o seu ex detestava. Existe a vida que você deixou para trás enquanto amava alguém que agora é somente um estranho com milhões de seguidores. E talvez por trás daquele amor existisse também um tanto de controle, de gaslighting, de codependência.
Além de abordar de forma sensível, irônica e crua as diferentes nuances de um relacionamento abusivo, Querido ex também traz questionamentos sobre os preconceitos sociais que jovens negros e gays estão sujeitos em nossa sociedade. Publicado originalmente de forma independente, o livro vendeu mais de 20 mil exemplares e ficou mais de 100 dias seguidos no 1° lugar dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon.

Sobre o autor:


Juan Jullian é graduado em Relações Internacionais pela PUC-RIO, laureado com o prêmio Gerson Moura de melhor monografia e pós-graduando em Escrita Criativa pela Universidade Santa Úrsula. Seu primeiro livro, "Querido Ex", inicialmente publicado de forma independente, vendeu cerca de 23.000 exemplares e passou mais de 100 dias como o título LGBT mais vendido da Amazon Brasil, sendo relançado em 2020 pela editora Galera Record. Atualmente trabalha na sequência, "Maldito Ex", encomendada para 2021. Foi um dos 30 roteiristas selecionados para o Laboratório de Narrativas Negras da Rede Globo em parceria com a FLUP. Colaborou na monitoria do curso de roteiro da "ABC Cursos de Cinema";  trabalhou no setor de entretenimento da The Walt Disney Company em Orlando/Flórida e faz parte da equipe Carreira Literária, uma das maiores plataformas online de formação de escritores do país.

Compre seu livro AQUI | Instagram do Autor

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About Amalie

Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leonina, cursando Letras - português e espanhol. Leitora compulsiva, viciada em séries, filmes e em Farcry 4. O Lost Words é meu refúgio, é onde compartilho um pedacinho de mim com o mundo, então seja bem vindo(a)!

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