Lost Words

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1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Sempre gostei de contar histórias, normalmente em conversas entre amigos ou conhecidos. Não sabia disso ainda, mas era só uma questão de tempo até eu colocá-las nas páginas de um livro. Quando mergulhei de vez na literatura, ainda na adolescência, senti que também poderia fazer aquilo um dia. Tinha muita coisa para contar, muitas ideias viajadas (como gosto de dizer) brigando entre si para sair da minha cabeça e dar espaço para outras que esperam sua vez.

2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Stephen King mudou a minha vida e é, claro, a minha principal influência. Graças a ele, tornei-me leitor e, hoje, escritor. E, por mais que, com o passar dos anos, eu tenha desenvolvido meu próprio estilo e encontrado minha própria voz narrativa, quem é fã do King vai perceber que, em Crianças não brincam no escuro, ele já deu uma passada pelas ruas de Mirantes da Serra.

3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Tento não deixar que ele vença. Quando estou sem ideias — seja para continuar uma revisão ou uma história, ou simplesmente para começar algo novo —, escrevo sobre absolutamente qualquer coisa; até mesmo sobre um escritor que está com bloqueio criativo e precisa escrever sobre qualquer coisa porque está sem ideias. Busco, em alguma lembrança, o início de alguma história.

4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Inúmeros, mas o maior de todos foi também o mais comum: o perfeccionismo. Levei bem mais tempo do que deveria para publicar meu primeiro livro, justamente por nunca acreditar que ele estava pronto para ser mostrado. Sempre sentia que faltava algo. Sempre que o relia, sentia a necessidade de cortar, acrescentar ou corrigir alguma coisa. Então, no ano passado, decidi que não faria mais isso, nem com ele nem com os próximos.

5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Tem uma, em especial, que sempre rende boas risadas quando conto. Um leitor, pouco acostumado aos gêneros de suspense e terror, quis ler meu livro. Alguns dias depois, entrou em contato para comentar sobre a leitura e disse que gostou da escrita, de alguns personagens e do foco no regionalismo, mas que o livro em si fez mal a ele. Então, teve que interromper a leitura porque se sentiu mal com certas cenas e ficou com aquela sensação ruim no peito e um gosto amargo na boca.
No fim, o que deveria ser uma crítica negativa acabou se tornando um feedback positivo, pois era (e ainda é) justamente o que eu queria que meus leitores sentissem.

6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Escrevo todas as noites, sem exceção, nem que seja apenas cem palavras. Quando não estou trabalhando na revisão de uma história, inicio outra, às vezes sem nem fazer ideia de onde ela vai dar.
O importante, para mim, é manter as ideias ativas e, simplesmente, escrever.

7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Quero que meus leitores se identifiquem com o que leem, que sintam estar vivendo minhas histórias como se fossem uma boa (ou má) recordação da própria vida.
Quero ser um dos responsáveis por trazer mais leitores para os gêneros de suspense e terror brasileiros. Sei que já temos um público bem bacana, mas há espaço para muito mais — sempre tem, não é?!

8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Tenho um romance de suspense em andamento, com a mesma pegada de Crianças não brincam no escuro. Mesma cidade, mesma época, mas personagens diferentes e uma trama que, pode apostar, vai deixar marcas.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Leiam autores nacionais! Temos muitos que merecem atenção.
Inclusive, podem começar com Crianças não brincam no escuro. Conheçam a Mirantes da Serra dos anos 2000, no Agreste pernambucano. Lá, as coisas acontecem de repente: sejam boas, como um primeiro beijo, ou ruins, como uma pedrada na boca. O importante é sempre lembrar de acender as luzes.
Depois disso, ficarão felizes em saber que há mais por vir.

Sobre sua(s) obra(s):


Sinopse: Em 1997, seis amigos se reúnem para viver a inesquecível experiência do tão sonhado primeiro beijo — mas não é só disso que irão se lembrar. Na mesma época, um garotinho é atormentado por um dentista aposentado que o marcará para sempre. Um professor, assombrado pelo bullying que sofreu nos tempos de escola, não parece ter superado seus traumas. Já um eterno apaixonado descobre que mal-entendidos podem custar caro demais. E, no Natal de 2004, um pai aprenderá que algumas decepções familiares não são fáceis de perdoar.
Em Crianças não brincam no escuro, a nostalgia e o medo perambulam por aí de mãos dadas, como se nada pudesse dar errado. Quatorze narrativas de suspense e terror, ambientadas em uma pequena cidade do agreste pernambucano e em seus arredores, mostram que, às vezes, nem mesmo as boas escolhas levam a finais felizes. - Compre aqui!

Sobre o(a) autor(a):


David Brito é pernambucano e escreve com o sotaque, o humor e as desconfianças do lugar de onde vem. Sua escrita mistura nostalgia e medo, riso e agonia, lembrança e invenção.
Autor de diversos textos publicados em antologias de contos e revistas de ficção, nasceu em junho de 1992 e é apaixonado pelo cinema de suspense e terror desde que se entende por gente. Leitor dedicado desses gêneros desde a adolescência, tem em Stephen King seu autor favorito — e Crianças não brincam no escuro, seu primeiro livro publicado, reflete bem essa influência.

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Título: Nordeste: Uma visão em quadrinhos da Civilização do Açúcar
Autor(a): Gilberto Freyre
Editora: Global 
Páginas: 72
Ano: 2026
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Confesso que comecei a leitura esperando encontrar uma obra mais didática, mas encontrei muito mais do que isso. A HQ consegue apresentar aspectos históricos, culturais e sociais da formação do Nordeste de uma forma envolvente, transformando informações complexas em uma narrativa acessível e interessante.

E preciso falar das ilustrações: elas são simplesmente lindas. Cada página ajuda a dar vida aos cenários, às pessoas e às transformações retratadas ao longo da obra, tornando a experiência ainda mais imersiva. É daqueles livros que fazem a gente parar por alguns instantes apenas para admirar os detalhes da arte.

Gostei especialmente de como a narrativa convida à reflexão sobre a construção da sociedade nordestina, sem deixar de dialogar com questões que continuam relevantes até hoje. Tudo isso sem perder o ritmo e a fluidez que tornam a leitura tão agradável.


Mais do que uma adaptação, esta HQ mostra como os quadrinhos podem aproximar leitores de temas históricos importantes e despertar a curiosidade para conhecer mais sobre nossa própria história.

Uma leitura que une conhecimento, sensibilidade e uma arte maravilhosa. Recomendo muito para quem gosta de quadrinhos que vão além do entretenimento e deixam algo para pensar depois da última página.


Use o cupom lostwords25 para garantir 25% de desconto na loja da Editora Global.

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.

Vocês costumam ler HQs que abordam temas históricos?
Beijos!
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1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Eu comecei a escrever depois de sonhar com uma história. Foi ela que abriu uma porta e, através dela, veio uma vontade imensa de explorar outros temas, outras narrativas, outros livros. Desde então, nunca mais parei.

Tive outros sonhos que também se transformaram em histórias.
E, mais recentemente, até os sonhos do meu marido têm se tornado projetos futuros.

2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Tenho como referências na escrita Aline Bei e uma amiga querida, Driana Campos.  

3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Gosto de deixar o texto repousar, como quem coloca os personagens de castigo por um tempo. Prefiro não forçar quando a escrita não flui; nesses momentos, eu paro e me volto para outro texto, outro trabalho. Estou quase sempre escrevendo alguma coisa, projetos curtos ou longos, porque as ideias nunca param de chegar.

4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Meu primeiro desafio foi entender que nem todo projeto que escrevo vai se transformar em um livro físico.
Por muito tempo, carreguei comigo a ideia de escrever exclusivamente para o mercado editorial, onde o livro também é um produto, pensado para circular, ser divulgado, alcançar leitores.

Com o tempo, fui percebendo que existe todo um percurso além da escrita: estratégia, marketing, comunicação. E que essas etapas não diminuem o texto, elas o sustentam.

Aprender a lidar com isso tem sido um exercício constante: respeitar prazos, processos, datas… e, ao mesmo tempo, não perder a essência do que me move a escrever.

5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Tive e algumas delas me atravessaram de um jeito muito bonito. Ao longo do caminho, fui sendo surpreendida por encontros que começaram como simples trocas e se transformaram em amizade. Pessoas que antes eram apenas colegas hoje ocupam um lugar afetivo na minha vida.

Recentemente, vivi algo que ainda ecoa em mim. Uma leitora que me acompanhava precisou de ajuda  e, para mim, foi natural estender a mão. Como também escreve, sugeri que trocássemos leituras e avaliações na Amazon. Para minha surpresa, ela já havia lido dois dos meus trabalhos.

A sensação foi indescritível.
Não precisei pedir para ser lida, nem investir para alcançar alguém. Aconteceu de forma orgânica, silenciosa, verdadeira.

E a experiência foi além.

Um dos meus livros é infantil  e ela fez exatamente o que eu sempre sonhei: leu a história com os filhos. Ver meu texto ganhar vida dentro de uma casa, atravessando outras vozes, outros afetos… foi algo que me tocou profundamente. Ela sabe o quanto sou grata, e o quanto seus relatos ficaram comigo.

Em troca, li o trabalho dela  e me apaixonei. Agora, aguardo ansiosa pelo lançamento em agosto, com aquela alegria tranquila de quem torce de perto.

Também não posso deixar de mencionar todas as pessoas que me apoiam com resenhas, mensagens e carinho. Existe uma rede bonita se formando ao meu redor, feita de gente que soma, que ilumina, que não apaga a luz de ninguém.

E talvez seja isso que mais me emociona:
perceber que, no meio de tudo, a vida tem sido gentil comigo.

6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Essa parte não tem roteiro. Escrevo quando o tempo se abre, nas brechas da rotina, nos intervalos quase invisíveis do dia. Já escrevi em todo lugar possível: no ônibus, no horário de almoço, no banco do carro, entre uma conversa e outra com meu marido. As ideias não avisam quando chegam  e aprendi a não esperar o momento perfeito para acolhê-las.

Claro, eu gostaria de ter mais tempo. Quem sabe uma rotina mais definida, de preferência em silêncio. Mas, por enquanto, escrevo no meio do ruído: entre as reuniões do meu marido, o movimento da casa, os sons constantes da cidade grande que nos atravessa. E, de algum modo, é ali  no meio do caos que as palavras encontram passagem.

7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Espero que minha escrita alcance o coração de quem lê.
Que toque, desloque, abra pequenas frestas por dentro.

Fico profundamente tocada quando recebo relatos de leitores que decidiram buscar terapia depois de um livro, como se a leitura tivesse acendido uma escuta mais atenta de si mesmos. É isso que desejo: provocar reflexão, sensibilidade, presença.

Seria triste imaginar que o texto passou sem deixar rastro. Para mim, escrever não é apenas contar uma história é atravessar alguém de algum modo, ainda que sutil, e permanecer ali, como uma lembrança que continua ecoando.

8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Meus dois projetos literários ainda são recentes. O baile de todas as máscaras foi lançado em dezembro de 2025, e A bolsa de Maria nasceu como uma homenagem ao Dia da Mulher.

Neste ano, vou à Bienal de São Paulo, será a minha primeira vez nesse espaço não só como leitora, mas também como autora. Um momento que, por si só, já carrega um significado especial.

Ainda para este ano, pretendo lançar uma antologia e também um conto de Natal, que já está escrito. Atualmente, estou trabalhando em um romance.

Ideias não me faltam, o que ainda busco é tempo para dar forma a todas elas.

Se eu pudesse pedir algo hoje, pediria uma chance  de ser escolhida, de ser lida.

Estou no início da minha trajetória, construindo meu caminho palavra por palavra, com a delicadeza e a insistência de quem acredita no que escreve.

Trabalho para que minha voz encontre espaço, mesmo que ainda pequena em meio a tantas outras.
Sou, por enquanto, uma formiguinha, mas sigo, carregando histórias que desejam chegar até alguém.

Se, em algum momento, você cruzar com um dos meus textos, permita-se ficar um pouco.
Talvez ele também tenha sido escrito para você.

Sobre sua(s) obra(s):


Sinopse: Quantas versões de nós mesmos existem sob as máscaras que criamos?
Em O baile de todas as máscaras, a poesia se transforma em espelho, revelando segredos, verdades e pedaços de quem fomos antes de nos perdermos nas expectativas do mundo — refletindo quem somos e quem ousamos sonhar ser.

No conto Uma noite em Versalhes, o leitor desce à toca do coelho para um baile fantástico: um convite inesperado abre os salões de um palácio esplêndido e acende a busca, por entre as máscaras, por quem talvez seja seu par. Há noites que simplesmente não precisam acabar. - Compre aqui!


Sinopse: Maria vive os dias como quem sustenta o mundo em silêncio. Entre rotinas que não cessam, afetos que pedem cuidado e um corpo que guarda memórias, ela atravessa a vida aprendendo a existir para os outros antes de aprender a ficar em si.

Nesta novela literária intimista, o cotidiano se transforma em território emocional. O corpo feminino surge não como imagem, mas como história viva — marcado pelo tempo, pela maternidade, pelo trabalho e pelas escolhas que moldam quem somos quando ninguém está olhando.

Uma narrativa delicada sobre cansaço, pertencimento e a coragem silenciosa de se escutar. Um texto para mulheres que reconhecem, no próprio silêncio, a força de continuar. - Compre aqui!


Sinopse: Sem nome e sem passado, uma múmia vive em paz nas entranhas de um mausoléu, no alto, esquecido de um cemitério — até que risos e passos tocam o ferro do portão de sua morada. Ao lado de Talento, o gato que transita entre a superfície e as sombras, ela descobre que a tumba pode ser mais do que cela: é passagem. Um conto gótico de Halloween sobre o que a solidão guarda, o que a memória fabrica e o gesto mínimo capaz de acender luz na penumbra. - Compre aqui!

Sobre o(a) autor(a):


Alessandra Q. Giannetti iniciou sua jornada na escrita com O Baile de Todas as Máscaras, sua estreia como autora. A obra marcou o começo de um mergulho profundo na alma feminina, explorando papéis, silêncios e as máscaras que muitas vezes usamos para sobreviver.

Depois de conduzir esse baile poético e simbólico, Alessandra seguiu escrevendo e desenhando novos projetos — agora despida de máscaras e armaduras. Em um movimento corajoso e íntimo, veste a si mesma como protagonista de sua nova história: uma autoficção sensível e potente, escrita para tocar o coração feminino.

Sua escrita é um convite ao reencontro, à vulnerabilidade e à força que nasce quando uma mulher decide ser inteira. Uma homenagem às mulheres, à sua complexidade e à beleza de existir com verdade.

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1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
A observação cuidadosa de paisagens e de personagens nas minhas viagens, quase sempre trilhadas por caminhos pouco frequentados pelos turistas. Olhar para gente desconhecida, tentando entender como enxergam o ambiente onde vivem. Do que têm medo e onde encontram felicidade. Prestar atenção nos detalhes de lugares onde passei e sabia que, provavelmente, nunca mais retornaria. Isso me dava uma vontade imensa de absorver a atmosfera de locais aparentemente comuns. Nada é realmente comum, e entender isso foi o gatilho para que eu começasse a contar histórias do que vi e vivi.

2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Fiódor Dostoiévski, Fernando Pessoa, Mário Quintana e Carolina Maria de Jesus.

3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Desenvolvo várias atividades simultâneas e raramente estou focado em apenas uma delas. Gosto de visualizar etapas e de organizar mentalmente aquilo que estou planejando, seja um jardim ou uma história que eu esteja escrevendo, por exemplo. A criatividade é uma parte fundamental de quase tudo o que faço, então não chego a sentir qualquer bloqueio porque quando o processo se torna mais lento, simplesmente troco de atividade e não insisto. Busco novos ares e vou fazer outra coisa. Depois, quando retorno, já não há qualquer dificuldade para voltar a criar.

4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Conhecer o mercado editorial foi bastante desafiador. As editoras seguem alguns parâmetros, mais ou menos comuns, mas são geridas por pessoas, e as pessoas não são iguais. Existem diferenças importantes que resultam disso. Colocar atenção na escolha de uma editora foi um aprendizado que aprendi a valorizar. Outra dificuldade foi a de entender que a disciplina faz parte do processo de escrita. Ideias vem e vão, mas se não entrarem numa narrativa, deixam de existir, simples assim. Os livros não se escrevem sozinhos.

5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Sim, já recebi algumas mensagens bem interessantes. Por exemplo, em relação ao meu último livro – Fogo na carne. Alguns leitores relataram que lembravam de determinados fatos narrados pelo protagonista, mesmo após semanas de terem finalizado a leitura. Entre os comentários mais significativos para mim estavam aqueles que mencionavam, de alguma maneira, que o leitor não veria mais um morador de rua da mesma forma que ele via antes.

6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Não tenho uma rotina durante a escrita, porém, quando inicio um texto, mantenho uma disciplina de concluí-lo num determinado prazo. É um tipo de acordo estabelecido comigo mesmo. Surpreendentemente consigo finalizar mais ou menos quando havia planejado, apesar de não aplicar rigidez para escrever um determinado número de páginas por dia. Aprendi que haverá períodos mais produtivos do que outros e assim, o processo avança sem o peso de uma cobrança.

7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Na minha opinião, a literatura é uma importante ferramenta de esclarecimento e de conscientização. Minhas temáticas são sociais, portanto, espero sensibilizar o leitor com um novo ponto de vista e talvez até despertar uma certa empatia sobre assuntos sensíveis do cotidiano.

8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Sim, estou escrevendo um romance ambientado no extremo Sul da patagônia chilena. No desenrolar da história, os diferentes personagens passam a revelar, pouco a pouco, suas intimidades e seus conflitos com o próprio passado.

Sobre sua(s) obra(s):


Sinopse: Nascido numa tradicional família italiana, Carlo vive intensamente o cotidiano da Roma moderna. Ainda assim, senti uma insatisfação que não consegue explicar. Como pode haver tristeza na vida daquele que foi abençoado pelo destino? Sua inquietude é acentuada pelos questionamentos do avô a beira da morte. Estimulado a entender suas emoções, assume o compromisso de enfrentar o desconhecido. Então uma misteriosa sequência de eventos o conduz numa viagem definitiva. Que relação existe entre as ruas históricas de Roma, uma praia de pescadores do Brasil e as terras que margeiam o Saara? Aos acostumados a julgamentos rápidos e superficiais, nenhuma. Levado por uma força enigmática, Carlo cruza mares e desertos, até chegar ao Sahel. O que antes parecia apenas um vazio passa a ser tudo o que pode apreender sobre si mesmo. Situado entre o Saara e a África negra, o Sahel é uma região de enormes contrastes. Esconde um passado repleto de magia e mistério. Na sua surpreendente viagem, Carlo descobre que todo o ser humano pode trazer consigo o seu próprio Sahel. Imerso numa atmosfera fantástica e cercado de personagens exóticos, encontra uma força interior que não conhecida. Antes que suas pegadas sejam apagadas pelo vento, sua decisão já terá afetado irremediavelmente a vida de muitos. Como nós mesmos fazemos, em cada ato. A cada dia. - Compre aqui!


Sinopse: Após quase duas décadas no Norte da ÁfricaCarlo regressa a Roma. Saturado da violência do Saheljamais esquecerá de suas vivências nas margens do Saara. Nessas terras áridas e perigosasfoi guiado pelo leal Boatengum ex-escravo da etnia Bellah. Ocultos nas sombras das dunas e nas encostas das montanhasevitavam as rotas dos contrabandistas e dos traficantes de seres humanosonde milicianos e extremistas armados prosperam em zonas de garimposnuma das regiões mais perigosas do planeta. Nesse tempoo médico italiano conheceu a agonia dos migrantes que cruzam o deserto rumo à Europa. Marcado pela dor dessas pessoasretorna à Itáliaonde desafiadoras surpresas aguardam por ele. Herdeiro de uma enorme fortunao rico investidor que antes partiu para exercer a medicina em terras africanas agora enfrentará uma sociedade reacionária. Ciente de haver cruzado o abismo que separa dois mundoslutará contra a intolerância e o preconceito. Surpreendido por questões familiares desconhecidasressignificará as memórias do seu passado. Nesse cenário complicadoamizades sinceras e amores verdadeiros fortalecerão sua luta humanitária. Por fima esperança surgirá com novos sentimentoscomo o brotamento que sucede as chuvas e tinge de cores as areias do Sahel. - Compre aqui!


Sinopse: O autor de Fogo na carne dá voz ao narrador-personagem, morador de rua, Daniel, que nos conta a própria vida com um olhar atento e sensível. Aos poucos o leitor vai montando o quebra-cabeça deste mundo marginalizado: a infância na zona rural, a mãe, esposa e filho na perspectiva da relação familiar o amor e o riso apesar da dureza da terra seca e da vida. Entre perdas, silêncios e pequenas contemplações, sua voz poética devolve humanidade às existências invisíveis e encontra, na leitura e no afeto, um modo de resistir. - Compre aqui!

Sobre o(a) autor(a):


Nasci em Porto Alegre e sou Professor Titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Minha formação acadêmica é descrita no link https://orcid.org/0000-0002-3358-6939. 
Paralelamente a minha atividade acadêmica sempre gostei de ler e de escrever fora da minha área de atuação. Acredito que a literatura possa ser uma ferramenta de conscientização neste mundo tão desigual. Por isso, na escrita, a temática social é o meu principal foco de interesse.

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Título: U-507
Autor(a): Roger Mello  
Editora: Global Editora
Páginas: 152
Ano: 2025
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U-507 é um daqueles livros que não seguem um caminho óbvio, e talvez seja justamente isso que faz ele ser tão especial. A história nos leva para um momento difícil da nossa história, durante a Segunda Guerra Mundial, quando navios foram atacados na costa de Sergipe. Mas aqui, tudo é filtrado por um olhar infantil. E isso muda completamente a forma como a gente recebe essa narrativa.


Acompanhamos uma menina tentando entender o mundo ao seu redor, enquanto realidade e imaginação se misturam de forma quase imperceptível. Tem algo de sonho, de memória, de fantasia… como se a história fosse sendo costurada aos poucos, entre aquilo que aconteceu e aquilo que só pode ser sentido. Não é um livro que explica, é um livro que sugere, que provoca, que convida o leitor a mergulhar.


E as ilustrações de Felipe Cavalcante fazem tudo isso ganhar ainda mais força. Elas não estão ali só para acompanhar o texto, mas para ampliar a experiência. Tem momentos em que elas falam mais alto que as palavras, trazendo uma atmosfera quase tátil, que envolve e emociona. E não somente as ilustrações, a edição está um espetáculo!


Terminei essa leitura abraçada no livro, em silêncio, tentando organizar tudo o que tinha acabado de sentir. Porque, no fundo, é uma tragédia, mas contada com tanta delicadeza que não pesa da forma que a gente espera. O olhar da criança suaviza sem apagar, transforma sem esconder. E isso torna tudo ainda mais potente.


É um livro poético, sensível e muito bonito. Daqueles que não são só lidos, mas vividos. Que ficam com a gente depois da última página.


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Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.

Já conheciam essa obra? Conhecem essa parte da história?
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Título: Faces Roubadas
Autor(a): Maxwell dos Santos 
Páginas: 329
Ano: 2026
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Sinopse: Eles acharam que o dinheiro compraria o silêncio. Eles erraram.

Na tradicional e cobiçada Escola São João Paulo II, a instituição da elite em Vitória (ES), o poder tem sobrenome, a impunidade tem preço e o machismo é acobertado por trás de portas de vidro. Mas a redoma de perfeição estilhaça quando Allana, uma jovem estudante, tira a própria vida.

A tragédia é tratada como uma fatalidade pela direção, mas a verdade é muito mais sombria: Allana foi a última vítima do "Leilão", uma rede criminosa liderada pelos garotos mais ricos e populares do colégio. Usando inteligência artificial, eles criam deepfakes pornográficos das próprias colegas, comercializando os corpos e a reputação das meninas na internet em troca de criptomoedas e diversão sádica.

Quando o sistema judiciário, a igreja e o conservadorismo da cidade se unem para abafar o caso e proteger os filhos de juízes e empresários, duas garotas de mundos opostos decidem que o silêncio não é mais uma opção:

De um lado, Mariana, uma aluna bolsista moradora da periferia de Itararé, que usa sua genialidade na programação para caçar os agressores nas sombras da dark web.

Do outro, Bia, a influenciadora intocável da Ilha do Boi, que decide implodir a própria bolha social, arriscando tudo para denunciar os culpados.

Apoiadas por uma professora incansável e pela ONG de direitos das mulheres Cunhantãs, elas iniciam uma caçada digital e jurídica sem precedentes para desmascarar os criminosos — e derrubar até mesmo os gigantes de toga e batina que os protegem.

Em Faces Roubadas, você vai encontrar:

Um thriller contemporâneo e eletrizante sobre os perigos reais da violência digital e dos deepfakes;

Uma crítica ácida à cultura red pill, à misoginia e à impunidade da elite brasileira;

Personagens femininas complexas, reais e movidas por uma força inabalável;

Uma história de sororidade, luto, superação e, acima de tudo, uma busca implacável por justiça.
Quando a juventude vira mercadoria na mão de playboys, a revolução é a única saída. Leia agora e descubra que nenhuma tela de computador serve de escudo quando as mulheres decidem lutar juntas.


Faces Roubadas é um thriller contemporâneo que prende desde as primeiras páginas, não só pelo ritmo ágil da escrita de Maxwell, mas principalmente pela urgência do tema que aborda. É o tipo de livro que a gente termina com um nó na garganta, não só pela história, mas pela sensação de que aquilo está muito mais perto da realidade do que deveria.

Quando suas imagens são roubadas, manipuladas e expostas como mercadoria, Mariana e Bia se recusam a ser silenciadas. Unidas pela vi0lência que sofreram, elas mergulham em uma busca por justiça, e acabam desenterrando um sistema podre que protege os culpados.

A escrita do autor é ágil e envolvente. Mas o que mais me pegou foi o incômodo constante: a revolta, a tristeza e a necessidade quase urgente de ver justiça sendo feita. Eu me vi completamente envolvida na jornada da Bia e da Mariana, torcendo por elas e, ao mesmo tempo, indignada com tudo que estava acontecendo.

O livro toca em pontos muito delicados: como certas atitudes ainda são tratadas como “brincadeira”, quando, na verdade, têm consequências devastadoras. E como tentam transformar as vítimas em vilãs. E isso não é exagero... é realidade

Pra mim, é uma leitura necessária. Daquelas que deveriam sair do nicho e chegar nas escolas, justamente pra gerar discussão e consciência. Porque silêncio e omissão também fazem parte do problema.

Não é uma história fácil, mas é importante. E, sinceramente, impossível de ignorar.

Quantas histórias como essa ainda são silenciadas?
Beijos!
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Título: Planilhas, o Som do Caos e as Probabilidadae do Amor
Autor(a): Elle Reis
Páginas: 156
Ano: 2026
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Sinopse: Helena Rocha construiu a própria vida em cima de uma única regra: tudo precisa estar sob controle. Consultora estratégica, ela transforma caos em resultado, riscos em números e emoções em ruído descartável. Essa rotina sempre funcionou até o dia em que ela aceitou um projeto fora do padrão: organizar um festival cultural ao lado de Ben Luz, um músico carismático, indisciplinado e completamente incompatível com qualquer lógica que ela domina.

Entre reuniões que saem do roteiro, ensaios que escapam do controle e decisões que começam a parecer pessoais demais, Helena se vê diante de algo que não consegue organizar, prever ou evitar, uma conexão que cresce justamente onde ela sempre foi mais eficiente em cortar, e quanto mais tenta conter, mais se perde, porque alguns erros não acontecem de uma vez, eles se constroem em pequenas concessões, em escolhas que parecem inofensivas, até que já seja tarde demais para voltar.

Agora, Helena precisa decidir se quer manter o controle… ou aceitar que, pela primeira vez, não existe cálculo capaz de salvá-la.


"— O mundo faz barulho, Helena. A gente escolhe o volume. E escolhe o que vale escutar."

Helena ama planilhas, ama a sensação de controle, de saber exatamente onde cada coisa está, de prever caminhos antes mesmo deles acontecerem. É assim que ela se protege, é assim que ela respira melhor.

Só que a vida e o amor não cabem muito bem em tabelas.

Quando ela precisa organizar um festival cultural com Ben Luz, um músico que parece viver no completo oposto de tudo que ela acredita, o que começa como um desafio prático vira, aos poucos, algo muito mais difícil de administrar.

Porque sentir não é previsível.

O que eu mais gostei foi como o romance se constrói com calma. Não tem pressa, não tem viradas bruscas... tem hesitação. A gente sente o quanto a Helena pensa antes de sentir, o quanto ela tenta manter tudo sob controle mesmo quando já está, aos poucos, se envolvendo. A história trabalha esse contraste entre razão e sentimento sem forçar. Não é sobre “virar outra pessoa” ou abandonar quem você é, mas sobre perceber que tentar prever tudo também pode ser uma forma de se proteger demais, e acabar perdendo coisas importantes no processo.

E, no fim, fica aquela sensação silenciosa de que nem tudo precisa estar organizado pra dar certo, às vezes, o caos também encontra um jeito de ser bonito.

A escrita da Elle envolve e faz as páginas voarem. É um romance leve, perfeito pra quem ama opostos que se atraem, mas sem abrir mão de um desenvolvimento bem construído.

Já estou ansiosa para mais obras da autora, é a segunda nesse estilo que leio dela, e sigo completamente encantada.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited.

Você é do tipo que tenta organizar tudo… ou já se rendeu ao caos quando o assunto é amor?
Beijos!
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A Blogueira:


About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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