Lost Words

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Título: Planilhas, o Som do Caos e as Probabilidadae do Amor
Autor(a): Elle Reis
Páginas: 156
Ano: 2026
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Sinopse: Helena Rocha construiu a própria vida em cima de uma única regra: tudo precisa estar sob controle. Consultora estratégica, ela transforma caos em resultado, riscos em números e emoções em ruído descartável. Essa rotina sempre funcionou até o dia em que ela aceitou um projeto fora do padrão: organizar um festival cultural ao lado de Ben Luz, um músico carismático, indisciplinado e completamente incompatível com qualquer lógica que ela domina.

Entre reuniões que saem do roteiro, ensaios que escapam do controle e decisões que começam a parecer pessoais demais, Helena se vê diante de algo que não consegue organizar, prever ou evitar, uma conexão que cresce justamente onde ela sempre foi mais eficiente em cortar, e quanto mais tenta conter, mais se perde, porque alguns erros não acontecem de uma vez, eles se constroem em pequenas concessões, em escolhas que parecem inofensivas, até que já seja tarde demais para voltar.

Agora, Helena precisa decidir se quer manter o controle… ou aceitar que, pela primeira vez, não existe cálculo capaz de salvá-la.


"— O mundo faz barulho, Helena. A gente escolhe o volume. E escolhe o que vale escutar."

Helena ama planilhas, ama a sensação de controle, de saber exatamente onde cada coisa está, de prever caminhos antes mesmo deles acontecerem. É assim que ela se protege, é assim que ela respira melhor.

Só que a vida e o amor não cabem muito bem em tabelas.

Quando ela precisa organizar um festival cultural com Ben Luz, um músico que parece viver no completo oposto de tudo que ela acredita, o que começa como um desafio prático vira, aos poucos, algo muito mais difícil de administrar.

Porque sentir não é previsível.

O que eu mais gostei foi como o romance se constrói com calma. Não tem pressa, não tem viradas bruscas... tem hesitação. A gente sente o quanto a Helena pensa antes de sentir, o quanto ela tenta manter tudo sob controle mesmo quando já está, aos poucos, se envolvendo. A história trabalha esse contraste entre razão e sentimento sem forçar. Não é sobre “virar outra pessoa” ou abandonar quem você é, mas sobre perceber que tentar prever tudo também pode ser uma forma de se proteger demais, e acabar perdendo coisas importantes no processo.

E, no fim, fica aquela sensação silenciosa de que nem tudo precisa estar organizado pra dar certo, às vezes, o caos também encontra um jeito de ser bonito.

A escrita da Elle envolve e faz as páginas voarem. É um romance leve, perfeito pra quem ama opostos que se atraem, mas sem abrir mão de um desenvolvimento bem construído.

Já estou ansiosa para mais obras da autora, é a segunda nesse estilo que leio dela, e sigo completamente encantada.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited.

Você é do tipo que tenta organizar tudo… ou já se rendeu ao caos quando o assunto é amor?
Beijos!
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1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Digo que a inspiração veio da angústia e da possibilidade da perda. Durante a pandemia tive medo de perder meus pais. Completamente isolados, nós nos falávamos por telefone e em uma destas ligações, falei "te amo" pro meu pai. Nunca havia falado isso e ambos ficamos desconcertados. Como muitos homens gays, tive muitas questões com meu pai: falta de afeto, de diálogo, conflitos, embates, medo e vergonha. Após esta ligação, passei uma madrugada em branco pensando em tudo que nunca foi dito e que a morte poderia nos privar de tantas experiências e trocas. Comecei a procurar outros homens gays para saber da relação com o pai e passei a entrevistá-los. Foram quase 100 entrevistas com personagens de diversas faixas etárias, de 18 a 70+, condições socioeconômicas, religiões, de vários estados do país. Aos poucos, fui procurando outros relatos de homens gays de outros países e culturas.

2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Minha escrita viaja entre a literatura e o jornalismo, uma vez que sou jornalista. Jorge Amado é uma referência por trazer uma experiência sensorial e ele me despertou para a curiosidade de olhar pro outro e outros mundos. Também gosto de Franz Kafka, de Albert Camus, de Mishima. Não se se influenciaram diretamente meu trabalho, mas eles me proporcionam reflexão, às vezes desconforto e isso é muito estimulante.

3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Lido com o bloqueio criativo de forma caótica. Não sou muito sistemático, nem linear e sinto que a gente tem que estar com os canais abertos para a criação: às vezes vem de uma observação na rua, um café com amigo, no banho. Já sonhei com textos e acordei para escrever, ou transcrever, aquilo que sonhei.

4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
O primeiro grande desafio é acreditar no seu próprio projeto. O segundo é sair em busca de uma editora que aceite esta aventura coletiva de editar e lançar um livro e respeitar as suas ideias. Todo processo é um aprendizado: do primeiro contato ao lançamento e manutenção, vendas, distribuição, marketing. Entender o mercado que tem enfrentado grandes transformações e saber o que pode funcionar ou não, dentro dos limites de cada autor e do tamanho da editora.

5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Uma das maiores alegrias com "Cartas fora do armário" tem sido o contato e retorno dos leitores de todo o país. Mas há duas muito marcantes: durante o lançamento do livro em Goiânia, reparei que havia um número expressivo de mulheres. Eram mães de filhos LGBTs, algumas foram ao evento escondidas dos maridos. Uma delas me disse que foi comprar o livro em homenagem ao filho, um rapaz gay, que já havia falecido. Em São Paulo, um clube de leitura formado por homens gays maduros escolheu o livro e durante o encontro cada um escreveu uma carta ao pai. Todos leram em voz alta na minha frente. Foi muito emocionante esta catarse.

6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Como disse, não sigo uma rotina de escrita. Às vezes faço anotações que parecem aleatórias. Me dou um tempo e respeito estas paradas. Leio, vou ao cinema. Mas sinto que a noite e madrugadas são mais convidativas. O silêncio das madrugadas me ajuda muito, me alimenta.

7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Espero que o livro seja um agente de reflexões a ações dentro da sociedade, nas famílias. O Brasil ainda figura no topo dos países que mais matam LGBTs no mundo e estamos vendo discursos de ódio e exclusão aumentarem e sendo validados por governos de extrema-direita. LGBT pode parecer apenas uma sigla, mas nela estão histórias de muitos de nós, muitos dos que escreveram cartas imaginárias aos pais e que até hoje sofrem com a rejeição e o desafeto. Adultos que cresceram sem receber um abraço ou um gesto de carinho e apoio. E estas pessoas estão aqui, ao seu lado: são amigos, filhos, primos, colegas de trabalho, vizinhos. A violência está muito próxima de todos.

8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
"Cartas fora do armário" continua voando e trazendo muitas alegrias. Recentemente apareceu em uma cena da novela Três Graças com a personagem Juquinha, tem sido muito abraçado por educadores e psicólogos e há um namoro para edição em língua espanhola. Também estou preparando um segundo livro, também na temática LGBT, que deve ser lançado no segundo semestre. E já tem um outro pronto, mas com um estilo completamente diferente. 

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
A literatura é uma amiga para todas as horas. Com ela achei respostas para muitas das minhas questões, dúvidas, indignações e problemas. Com ela eu conheço o mundo, outros universos, repenso a minha própria vida. Com a literatura eu rio e choro no meu tempo. É um conhecimento só seu, quase um segredinho entre você e o autor. Procurem autores brasileiros, pesquisem obras de editoras independentes. É surpreendente quanta publicação boa tem por aí. E te convido a viajar comigo por páginas e palavras. A gente pode ter muito o que trocar!

Sobre sua(s) obra(s):


Sinopse: Cartas Fora do Armário reúne relatos de homens de diferentes países que escrevem aos pais sobre sua sexualidade, amor e silêncio

Com relatos vindos de países como Brasil, Irã, Japão e Afeganistão, primeiro livro de Fred Itioka — jornalista e defensor dos direitos LGBTQIA+ — apresenta histórias marcadas por silêncios, repressão e o desejo de reconciliação

Em Cartas Fora do Armário (Edições Cândido), o jornalista e roteirista Fred Itioka apresenta uma coletânea de 21 cartas escritas por homens gays de diversas partes do mundo. Endereçadas a seus pais, as cartas são desabafos profundos e anônimos sobre o que muitos desses filhos nunca conseguiram dizer em voz alta: suas verdades, afetos e as dores que a rejeição ou o silêncio provocaram ao longo da vida.

A ideia nasceu em 2020, durante a pandemia, quando Fred disse “eu te amo, pai” por telefone e se deu conta de que, em 50 anos de vida, talvez nunca tivesse expressado esse sentimento. Homem gay asiático, ele cresceu num ambiente em que afeto e sexualidade eram temas marcados por repressão e distanciamento. A partir desse gatilho emocional, decidiu procurar outras histórias semelhantes — e entrevistou mais de 100 homens gays de diferentes países, num processo de escuta que misturava jornalismo e empatia.

As cartas presentes no livro abordam temas como abandono, mágoa, casamento, medo e perdão. Algumas foram escritas por homens que fugiram de seus países para não serem condenados por sua orientação sexual. Outras vêm de contextos onde o conflito é mais sutil, mas igualmente doloroso: pais que nunca conseguiram falar sobre o assunto, filhos que ainda aguardam um abraço.

“Meu primeiro impulso foi escrever um livro contando as histórias desses homens a partir das entrevistas. Mas percebi que seria muito mais potente que o leitor tivesse acesso às cartas escritas por eles mesmos — mesmo que eu os ajudasse a transformar sentimentos em palavras.” — Fred Itioka

Como muitos dos entrevistados jamais haviam escrito uma carta na vida, Fred ajudou cada um no processo: deu sugestões, leu versões iniciais, conversou sobre memórias, inseguranças e o que desejavam dizer. O resultado é uma coletânea íntima e tocante — e que se encerra com a carta do próprio Fred.

“Decidi escrever minha própria carta após um dos entrevistados desistir no meio do caminho. Só então eu entendi a dificuldade que implicava colocar no papel palavras e sentimentos guardados por tanto tempo.” — Fred Itioka

Além dos relatos, a obra traz um apêndice com informações sobre os contextos legais, sociais e religiosos que envolvem a vivência LGBTQIA+ nos países dos entrevistados, ampliando a compreensão do leitor sobre os riscos e silêncios enfrentados por essas pessoas ao redor do mundo.

Com apresentação de Fábio Mariano da Silva (PUC-SP) e orelha assinada por Serginho Groisman, Cartas Fora do Armário é um livro sobre o poder da escuta, da reconciliação e da coragem de quebrar o silêncio — mesmo que tardiamente. - Compre aqui! (Disponível também na versão digital pra kindle)

Sobre o(a) autor(a):


Fred Itioka é jornalista e roteirista do programa Altas Horas (TV Globo), com passagens pela Rádio Cultura, TV Cultura, Rede Record, E! Entertainment Television e colunas literárias em publicações do Brasil e do Canadá. Cartas Fora do Armário é seu primeiro livro.

Instagram do Autor(a) | Compre seu(s) livro(s) AQUI!
Beijos!
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1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Não há algo muito específico. Meu melhor amigo é poeta e escritor, isso com certeza influenciou, ele escrevia bem antes de mim. Outra coisa que influenciou foi a necessida de dar materialidade para minha imaginação. Na maioria das vezes os enredos das histórias surgem nos momentos mais ordinários da vida. Acho que no final a inspiração vem da vida, do dia a dia.  

2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
A única obra que tenho publicada, até o momento, é uma distopia. George Orwell e Bradbury são as influências marcantes nesse gênero. Quanto ao estilo de escrita, não tento seguir algum autor específico. Busco sempre escrever da melhor forma que consigo, acho que os enredos das histórias dos livros me influenciam mais que os a escrita propriamente dita. 

3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Quando isso acontece eu simplesmente vou fazer outra coisa. Como tenho uma rotina bem agitada com trabalho e filho pequeno, acaba que o tempo passa rápido e até esqueço que estava com algum bloqueio criativo. As vezes o que falta é tempo para escrever. Mas quando ele acontece, eu sei que com o tempo e a vida, ele vai passar.  

4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Com certeza foi a regularidade na escrita. Comecei a escrever meu único livro, O Clube dos Poetas Clandestinos, em meados 2018 e terminei no final de 2025. Longe de ser um livro longo e complexo, o que ocorreu nesse meio tempo foi procrastinação. Eu tinha a história do livro, o enredo, tudo em minha cabeça, mas sentia um receio em sentar e escrever com regularidade. Tinha ano que eu escrevia 10 páginas, em outro ano escrevia 30 e teve ano que não escrevia nada. E isso atrapalhou muito a escrita, acho que a regularidade é fundamental para manter um estilo ou uma escrita boa. 
      
5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Até o momento o contato com eles foi de forma bem amigável e agradável. Mas nada fora do normal.
 
6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Agora eu tento manter uma regularidade. Não sigo nenhuma rotina específica, tento escrever no tempo livre que tenho e elaborar bem os próximos rumos da história. Mas ocorre algo interessante nesse processo de escrita, há momentos em que antes de começar escrever estou com uma ideia inicial, mas acaba que no decorrer da escrita essa ideia inicial se torna uma outra, que até aquele momento era impensável. Muitas vezes melhor. É a imprevisibilidade do papel em branco, as vezes a gente senta e olha para a página em branco e pensa em x, começamos a digitar e no final tem-se: x+y+z+a+b, me restando apenas a saber conduzir bem o enredo para não me perder em meio a novas ideias que florescem durante o processo.
   
7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Eu espero proporcionar uma boa leitura e que a história presente no livro possa gerar alguma reflexão para a vida.  

8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Meus planos para o futuro é continuar escrevendo. Hoje eu estou trabalhando em um livro, que provavelmente será o próximo que lançarei, já tenho mais ou menos ¼ dele pronto. Ultimamente tenho tido muitas ideias de histórias para romances e contos, às vezes umas nascem de forma feroz, me contenho para não perder a linha no que já estou trabalhando; sempre anotando e guardando essas ideias novas.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Leiam, consumam arte de modo geral, a arte tem a capacidade de nos tornar humanos melhores. Como disse o Poeta Ferreira Gullar: “A arte existe porque a vida não basta”. Valorizem quem faz arte, quem apoia a arte, quem vive dela de alguma forma. Obrigado Lost Words pelo espaço e leiam:  O Clube dos Poetas Clandestinos.

Sobre sua(s) obra(s):


Sinopse: A poesia se tornou crime.

Às escondidas, na cidade de Santo Amaro, um clube clandestino resiste à escuridão imposta por um governo que proíbe toda forma de expressão poética. Entre palavras sussurradas, sentimentos à flor da pele e muita bebida, sete membros misteriosos e complexos se reúnem na calada da noite para escrever, ler e viver a arte que lhes foi negada.

Em meio a intrigas, romances e riscos constantes, a poesia se transforma em ato de rebeldia e sobrevivência. Com uma atmosfera noturna e envolvente, O Clube dos Poetas Clandestinos retrata a luta de homens e mulheres que encontram na arte e nos afetos uma forma de resistência. - Compre aqui!

Sobre o(a) autor(a):


De Castro é ludovicense, formado em economia, é funcionário público, pai e escritor. Encontrei na literatura, na escrita, uma parte de mim. Meu primeiro livro publicado é: O Clube dos Poetas Clandestinos (2026).

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Hoje trouxe alguns dos quotes que selecionei durante a leitura dessa obra incrível, espero que gostem <3

"Disse ao seu pai que não queria mais usar vestidos. Disse também que se sentia estranha com aquele nome, que não queria mais se chamar Júlia. Seu pai, enquanto limpava seu corte, consentiu."

"Algumas amizades são assim, se encontram pelo mesmo sofrimento, só que em polos opostos."

"Não é suficiente nascer para estar viva, minha filha [...] a morte não vai chegar cheia de moedas para nos dar de troco o que a gente não viveu..."

"Poucos entenderiam, o sentido do que estava acontecendo estava na experiência deles, não na explicação dessa experiência."

"Desse engano ele havia escapado. E se essa fuga atabalhoada e tudo o que ele sentia sobre ela se tratava de fato de um erro, esse erro pelo menos era seu e lhe era palpável."

"Por que a vida tem que ser assim? Por que todos os desastres monumentais que passamos não geram créditos para nos proteger de novas desgraças futuras? Por que não há ninguém controlando a porra dessa contabilidade? Por que essa balança nunca pende a nosso favor?"

"Haviam compreendido o paradoxo de que a vida vale mais a pena se há algo pelo que valha a pena morrer."

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited!

Qual seu trecho favorito?
Beijos!
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Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um lugar pra existir sem medo.

Esse livro é exatamente isso.
E aqui estão 5 motivos pra você embarcar nessa história:

Um refúgio sobre rodas: a Van deixa de ser apenas um meio de fuga e passa a ser um espaço de acolhimento, onde silêncios são respeitados, dores são compartilhadas e, pela primeira vez, aqueles jovens encontram um lugar onde podem simplesmente existir sem medo.

Personagens que parecem pessoas reais: cada adolescente carrega uma história, uma ferida e um segredo que vai sendo revelado com delicadeza ao longo da narrativa, criando uma conexão tão forte que é impossível não se apegar e não querer proteger cada um deles do mundo.

Uma história que toca em feridas silenciosas: o livro aborda temas profundos com sensibilidade, mostrando o peso do não pertencimento, das escolhas difíceis e das cicatrizes emocionais que muitos jovens carregam em silêncio, fazendo o leitor refletir sobre a realidade que existe fora das páginas.

Amizade que acolhe, sustenta e salva: mais do que uma fuga, a história mostra a força de laços construídos no cuidado e na presença, revelando que, às vezes, o que mantém alguém de pé não é ter respostas, mas ter pessoas ao lado que permanecem mesmo nos momentos mais difíceis.

Um final que não termina na última página: o desfecho é daqueles que ficam no coração, que provocam reflexão e demoram a ser absorvidos, deixando uma sensação difícil de explicar e a certeza de que essa história vai continuar ecoando por muito tempo.

Já tem resenha aqui no perfil, então corre ler.
Qual motivo mais chamou sua atenção?
Beijos!
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Título: A Van: Adolescência em Fuga
Autor(a): Alexandre Maduenho
Editora: Labrador
Páginas: 335
Ano: 2025
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"O universo pode ser infinito, maior ainda é o interior da Van."

A Van: Adolescência em Fuga é uma história sobre jovens que estão tentando sobreviver ao mundo, e, principalmente, a si mesmos.

Acompanhamos cinco adolescentes que, em meio a dores, medos, segredos e uma sensação profunda de não pertencimento, acabam encontrando na fuga uma forma de continuar existindo. Dentro da van, longe de tudo o que os machuca, eles criam um espaço que vai muito além de um simples refúgio: ali nasce uma conexão real, feita de escuta, cuidado e amizade, e foi impossível não me apegar.

Fazia muito tempo que eu não me conectava tão profundamente com personagens como aconteceu aqui. A escrita do Alexandre tem uma sensibilidade muito forte, daquelas que fazem a gente se sentir parte da história. Em vários momentos, eu senti como se também estivesse dentro da van, acompanhando cada conversa, cada silêncio e cada dor compartilhada.


Inclusive, algo que me marcou muito foi a própria van parecer um sexto personagem. Não é apenas um veículo, é um espaço de acolhimento, de proteção, quase como um abrigo emocional para aqueles cinco jovens que só queriam um lugar para existir sem serem julgados.

A forma como o passado de cada personagem vai sendo revelado é intensa e, ao mesmo tempo, delicada. São histórias que machucam, que angustiam, que perturbam em alguns momentos… mas que também despertam um sentimento enorme de cuidado. Eu me peguei várias vezes querendo proteger cada um deles, como se fossem pessoas reais que precisassem de um pouco mais de carinho do mundo.


O livro traz temas extremamente importantes, com representatividade, reflexões sobre adolescência, identidade, medo, escolhas e consequências. Mas, acima de tudo, é uma história sobre amor. Amor em forma de amizade, de apoio, de permanecer ao lado do outro mesmo quando tudo parece desmoronar. 

E que amizade linda, é daquelas que não abandona, que não julga, que não solta a mão, mesmo quando alguém erra. Daquelas que mostram que, às vezes, o que salva a gente não é ter todas as respostas, mas ter com quem dividir o caminho.


Outro ponto que gostei muito foram as referências espalhadas pela narrativa, que enriquecem a leitura e ajudam a construir ainda mais a identidade da história.

E o final…

O final me deixou com o coração na mão. Até agora, sinto que ainda estou tentando absorver tudo o que aconteceu. Foi um daqueles desfechos que não se explicam facilmente, que precisam ser sentidos, digeridos com o tempo. Talvez eu nunca consiga organizar completamente o que senti, e tudo bem. Porque é exatamente esse tipo de livro que permanece com a gente depois da última página.

Foi uma leitura que me marcou profundamente. Favoritado, sem dúvidas.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited.

Você já leu algum livro que te fez querer proteger os personagens do mundo?
Beijos!
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Título:
O Aymar
Autor(a): J.H. Fonseca
Páginas: 474
Ano: 2023
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Alguns livros vão além da ficção e entregam uma experiência que faz a gente refletir muito depois da última página. O Aymar foi exatamente assim para mim.

A história acompanha Rick Foxhound, um jovem encontrado inconsciente à beira de uma estrada e sem qualquer memória de sua vida. Acolhido por um senhor que passa a cuidar dele, Rick segue uma vida aparentemente tranquila, mas sempre cercado por características estranhas e um mistério que parece crescer com o tempo. Anos depois, o encontro com Julie, uma cientista que investiga uma misteriosa bactéria presente em rios importantes do mundo, acaba conectando ainda mais os acontecimentos e dando início a descobertas que mudam completamente o rumo da história.


As quase 500 páginas passam de forma fluida, porque a trama prende e instiga o tempo todo. É aquele tipo de livro que vai revelando aos poucos seus segredos e mantendo a ansiedade do leitor em alta, especialmente quando as respostas começam a surgir e tudo ganha um novo significado.

Outro ponto que me marcou muito foi a profundidade da obra. Não é apenas uma história de ficção e mistério, é um livro que traz reflexões sobre espiritualidade, escolhas, bem e mal e o papel de cada um no mundo. É o tipo de leitura que continua ecoando mesmo depois de terminar.


Rick é um personagem complexo e cheio de camadas, e acompanhar sua jornada de descobertas torna a leitura ainda mais intensa. É uma história que prende, surpreende e deixa aquela sensação de que a ficção pode carregar muito mais verdade do que imaginamos.

O Aymar é uma leitura envolvente, profunda e cheia de significado.
E, sinceramente, o único defeito é acabar porque dá vontade de continuar explorando esse universo. Espero muito que venha uma continuação por aí!

Você já leu algum livro que continuou fazendo você refletir mesmo depois da última página?
Beijos!
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A Blogueira:


About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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