22 outubro, 2017

ENTREVISTA #5 | Autora Bianca Gulim


Oi gente, tudo bem?
Estão gostando das entrevistas com autores?
Hoje é com a Bianca Gulim, autora de Sobreviventes do Caos - Trilogia 2323 (resenha aqui), eu sou apaixonada pela escrita da Bianca, e Sobreviventes do Caos é um dos meus livros favoritos da vida <3
Vêm conferir:

1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Ah, eu demorei para descobrir minha vocação para ser escritora, viu?! O que é uma pena, pois hoje o cenário seria totalmente diferente para mim, se eu tivesse me envolvido e me dedicado a esse universo desde cedo.
Apesar de sempre ler muito, nunca passou pela minha cabeça escrever. Me formei e fiz carreira em outra área. Até que eu comecei a não enxergar mais sentido na minha atuação. Começou com uma insatisfação em relação ao modelo de trabalho tradicional das grandes empresas: perder horas me locomovendo até meu ambiente de trabalho, chegar em determinado horário pré estabelecido, respeitar uma hierarquia “quadrada”...Sou geração Y, não considero esse modelo de emprego produtivo. Aí essa insatisfação se espalhou para minha atuação em si, comecei a me questionar quanto ao que eu estava fazendo pela sociedade, que legado deixaria para trás...a resposta era NADA. Então tive que mudar, fazer algo em que eu não acredito não é pra mim! Sai do ambiente corporativo e abri uma editora com uma proposta inovadora. Ao estar mais perto do mercado editorial, surgiu a vontade de escrever. Eu tentei, me diverti muito realizando a atividade e achei o resultado bacana. Foi assim que descobri minha vocação, o que foi um alívio, porque eu estava me sentindo bem perdida, sem conseguir me encontrar profissionalmente.


2 - De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais?
Nada nas minhas histórias foi inspirado em algo real, é tudo ficção, mesmo. A Celine apareceu na minha mente quando eu lia a saga Irmandade da Adaga Negra, que é uma história de vampiros guerreiros. Eu ficava imaginando a reação da minha personagem inventada dentro daquele enredo. Quando decidir tentar escrever um livro, já sabia que ela seria minha protagonista. Os outros personagens eu fui criando a partir da Celine.

3 - No início, que tipo de escritor/livro te influenciou? E agora?
Essa é a pergunta que mais me fazem, e é tão difícil responder. Toda história que eu conheço me influencia de alguma maneira. É complicado, até injusto, citar apenas alguns. Muitas dessas inspirações são inconscientes, eu não me lembro daquela determinada história no meu momento de criação. Por exemplo, esse final de semana eu estava buscando algo para assistir na televisão e vi que ia passar a última adaptação de MAD MAX, que eu já tinha visto. Como eu me lembrava de ter gostado, decidi assistir de novo. Nos primeiros minutos de filme eu já notei uma semelhança muito grande entre alguns personagens e meus guerreiros da areia. Quando eu criei as características do povo da areia, Mad Max nem me passou pela cabeça. Mas será que eu teria criado esses personagens dessa maneira, se não tivesse assistido esse filme? Certamente foi uma inspiração, mesmo que inconsciente. Se eu não tivesse assistido ao filme novamente, eu nem me lembraria dessa referência. Então toda história me inspira, de alguma maneira.
Para não deixar de te dar um nome, cito a J. R. Ward, que sempre foi uma inspiração consciente para mim no que se refere ao equilíbrio entre ação e romance. E, atualmente, os livros da Gillian Flynn têm despertado em mim uma vontade de escrever uns títulos mais pesados e diretos, que eu já comecei a esboçar.

4 - Qual de seus personagens é seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?
Nossa, que difícil. Os protagonistas são meus favoritos, acho que isso é inevitável: Celine, Darion, Max e Luke.
Eu tenho uma quedinha especial pelo Darion. Além de ser um cara super do bem e com uma inteligência emocional gigante, ele representa a amizade na trilogia 2323. Não uma amizade qualquer, um amor incondicional, que não depende de “sangue”. Ele é extremamente leal, e essa é uma qualidade que eu valorizo muito e é escassa no mundo moderno em que vivemos.

5 - Qual a sensação que você tem ao perceber que pessoas que você nem conhece gostam e admiram seu trabalho?
Ah, é uma delícia, claro. Escrever ficção é uma profissão tão difícil aqui no Brasil, Li. O autor brasileiro tem que abrir mão de muita coisa para continuar nessa batalha, é um caminho sofrido. São esses leitores que nos admiram que nos fazem persistir. É muito bom receber mensagem de leitores dizendo que estão ansiosos pelo volume II da trilogia, é muito gratificante.

6 - Quais são seus projetos para um futuro próximo? Pretende lançar mais livros? Se sim, fale um pouco sobre sua próxima obra. 
Estou finalizando o segundo volume da trilogia 2323, que tem previsão de publicação digital para 23/12. Espero que em fevereiro de 2018 eu já consiga lançar os físicos.
Depois disso vou dar uma parada na trilogia, por um tempo. Outras histórias já se formaram na minha cabeça desde que finalizei Sobreviventes, e o gostoso é escrever o que você quer naquele momento. Eu só não deixei o segundo volume da trilogia para 2018 porque muitos leitores estavam me cobrando por essa publicação.
Em 2018 pretendo publicar, pelo menos em e-book, dois suspenses. Um terá dois narradores: um serial killer e a detetive que o persegue. Eles terão um envolvimento romântico, sem que a detetive saiba que está lidando com o assassino que está procurando, é claro.
O outro contará a história de um advogado com uma vida comum, que começa a receber mensagens de um ex colega de escola, para quem ele fez muito mal. Ela se preparou a vida toda para esse confronto, e está determinada a fazer de sua vida um inferno.
Estou animada, acho que são títulos com grande potencial.

Quer deixar algum recado para os leitores do Lost Words? 
Gostaria de agradecer muito a todos os leitores que se interessaram pela trilogia 2323, principalmente os leitores que estão sempre interagindo comigo nas redes, mostrando o quanto gostam dessa história. Saibam que é por vocês que eu dou sempre o meu melhor. E pra quem ainda não conhece essa trilogia distópica que foge dos padrões literários do seu gênero, corre que você não vai se arrepender! Para saber mais, acessem www.trilogia2323.wixsite.com/biancagulim

Sobre a autora: 

Bianca Gulim tem 26 anos, nasceu e mora em São Paulo. Formada em Administração, com especialização em Recursos Humanos, hoje se dedica totalmente à escrita e ao empreendedorismo. É cofundadora da Epifania Livros, que busca democratizar o acesso e a produção de literatura e oferecer remuneração justa aos escritores. Sempre foi leitora voraz de ficção e fantasia, com uma forte tendência a sagas distópicas e vampirescas. Começou a escrever seu primeiro livro – 2323: Sobreviventes do Caos – em 2015, quando descobriu sua vocação para escritora.







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Gostaram da entrevista? Me conta aqui nos comentários <3

Quero agradecer a Bia por tirar um tempinho para responder as perguntas, e agradecer pela confiança e parceria <3

Beijos!

7 comentários:

  1. Muito legal conhecer a escritora, saber que ela teve coragem de mudar sua vida para dedicar ao seu talento.
    Parabéns pela entrevista.

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    1. Oi Nil, tudo bem?
      Também achei incrível isso, acreditar em algo e fazer acontecer.
      Muito Obrigada, beijos!

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    2. Olá Nil, Bianca Gulim por aqui!
      Fico feliz que você tenha gostado!!
      Um beijo

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  2. Gostei demais da entrevista! A Bianca é uma escritora maravilhosa, amiga e seu livro, já é um dos meus favoritos.

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    1. Oi Fernando, tudo bem?
      Sim, uma autora incrível, acho linda a interação dela com os leitores.
      Beijos, e obrigada pelo seu comentário <3

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    2. Oie Fe!!
      Que delícia te ver por aqui!
      Ah, muito obrigada!!
      Um beijo

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  3. Ebaaa!!
    Que post mais lindo!!
    Muito obrigada por ceder um espacinho do Lost Words pra mim, Li!
    Você é muito querida!!
    Um beijo!

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