08 abril, 2018

ENTREVISTA #20 | Autor P.H. Ludwig


1 - Como você percebeu que queria ser escritor?
Eu tenho uma conexão muito forte com histórias. Desde pequeno eu sempre fui muito solitário, e pra lidar com isso eu criava mundos fantásticos na minha cabeça. Passava o tempo em grandes aventuras com mundos e personagens complexos, enfrentando diversos males e malfeitores e viajando o mundo sem sair do sofá. Então antes de escritor, eu sempre fui um criador e contador de histórias. Mas agora respondendo à pergunta. Escrever foi um passo natural pra mim. Eu já escrevia histórias na adolescência sem perceber que estava, de fato, escrevendo contos e livros.
Eu tive um hiato de dez anos na minha escrita quando uma formatação de HD deu errado e apagou tudo que eu tinha escrito. Isso foi bem traumático. Perdi um livro quase pronto e vários contos e outras ideias de criação futura. Dos 21 aos 31 eu trabalhei com cinema, publicidade, quadrinhos, e etc. Sempre girando em torno do storytelling, mas sem encontrar a vontade de voltar a escrever. Depois de dez anos eu finalmente encontrei o mesmo tesão que tinha por escrever literatura, e hoje já não consigo mais ver a minha vida sem essa parte de mim. Escrever é algo que me prende por horas todos os dias, e são horas maravilhosas explorando diversos mundos.


2 - Tem algum personagem favorito? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Bah, são muitos! Eu vou burlar um pouquinho aqui e usar dois, mas pelos mesmos motivos. Dom Quixote e o Pequeno Príncipe. Eles são personagens complexos, com mentes gigantescas e lindas, que sofrem com a incompreensão de quem não consegue imaginar. Dom Quixote enfrentou sim gigantes, e o Pequeno Príncipe voltou sim pra casa.
Esses dois personagens representam a imaginação, o sonho, a criação. E isso é tudo pra mim.

3 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Sempre. No mínimo uma ou duas semanas de pesquisa antes de começar a escrever algo. Mesmo que não tenha nenhum assunto em particular que precise ser pesquisado, eu vou atrás de coisas similares ou interessantes. Alimento bastante meu cérebro e imaginação antes de criar.

4 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Eu não vejo como cobranças. Nós, como leitores, nos conectamos com personagens e queremos sempre o melhor para eles. Por isso sempre estamos lutando pra que tenham destinos bons, pra que sejam relevantes. Quando uma das minhas personagens morreu em um conto, eu senti que tinha causado um pouco de tristeza no pessoal. Isso foi complexo pra mim, porque eu senti tanto quanto eles a perda da personagem, mas fiquei feliz em ver o quanto tinham se conectado com ela. O quanto ela representava.

5 - Por que motivo escolheu esse gênero?
Eu não estou muito preso a um gênero, na verdade. Escrevo bastante ficção científica e fantasia, mas as vezes experimento com terror e suspense, e em uma ocasião até faroeste. Eu gosto de criar histórias, ficção científica e fantasia são só as que mais se encaixam com o tipo de histórias e mundos que eu crio.

6 - Quais são seus projetos para um futuro próximo? Pretende lançar mais livros?
Sim. Acabei de entregar um conto e me apaixonei tanto pelo universo dele que estou escrevendo uma história mais longa nele. Estou em fase de pesquisa e preparação ainda, mas a minha previsão é de que esteja pronto no segundo semestre já.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Imaginação é linda e extremamente importante. É por meio dela que tentamos compreender um pouco mais do nosso próprio mundo. Estimule-a o máximo que puder. Leia, escreva, fotografe, pinte ou o que melhor se adequar a você, mas esteja sempre em busca de mais. Águas paradas não movem moinhos, e moinhos parados não movem Dom Quixote.

Sobre o autor:

P.H. Ludwig  aprendeu a amar histórias antes de aprender a ler. Já folheava quadrinhos quando criança e criava histórias para as imagens que via. Na adolescência sofreu um ferimento no joelho que o deixou alguns meses de cama. Afastado dos amigos e das atividades que costumava ter, se viu atacado pela depressão e encontrou nos livros a única forma de combatê-la. Hoje em dia tenta retribuir o favor ao mundo escrevendo histórias para instigar a imaginação de todos.



Gostaram? Me conta aqui nos comentários. 

Beijos!

13 comentários

  1. Oi, Aline.

    Gostei de saber um pouquinho sobre o autor, e descobrir o efeito que as leituras e criação de histórias, fez na vida dele.

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  2. Eu sempre amei os contos e textos do P.H. Ludwig e ficava super feliz quando recebia algo novo dele pra ler... é um escritor nato!

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  3. Agradeço ao pessoal do blog pela entrevista! Gosto muito do Lost Words e fico feliz de ter participado!

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  4. Muito bom poder conhecer melhor esse processo criativo! Ele sempre me surpreende! <3

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  5. É sempre bom conhecer mais sobre os autores. Gostei do fato da mistura dos gêneros, uma hora ficção, outra fantasia ou terror, isso nos proporciona uma leitura mais ampla, nos trazendo sempre uma novidade, assim o autor não fica preso a um estilo só!!

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    1. É sempre bom ter opções pra explorar. Contar histórias é maravilhoso e eu gosto de variar os caminhos que eu sigo.

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  6. Oi Aline, fiquei muito interessada em conhecer as obras desse autor. E sempre bom conhecermos os fatores Best Seller do Brasil. Sempre falo que adoro quando vocês postam entrevista com os autores nacionais, pois assim conhecemos mais e mais dos talentos que temos escondidos no Brasil. Bjs e uma ótima semana.

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  7. Oi Aline,
    Ah, que forma mais lindo que o autor encontrou para vencer a solidão, para mim a leitura também serviu para ter novos "amigos", fico feliz que ele tenha voltado a se dedicar a escrita mesmo depois desse hiatus.
    Isso mesmo, escreva histórias longas, por maior que seja a beleza de contos, histórias longas me conquistam...
    Espero um dia ter oportunidade de ler alguma obra do autor!
    Beijos

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  8. Oi Aline.
    Adorei a entrevista, as ideias do autor e até me identifiquei com algumas.
    Bastante interessante, vou procurar saber mais de suas obras!
    Beijos <3

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  9. Boa noite Aline
    Já fui seguir o autor no Wattpad, que entrevista mais linda, uma das melhores que já li no seu blog, que bom ter autores assim no Brasil, adorei.

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