1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Desde muito pequeno eu gostava de criar minhas próprias histórias. Meu pai me apresentou à biblioteca pública quando eu tinha dez anos e desde então comecei a viajar nos livros que eu lia.
2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Acredito que Luiz Nelson de Carvalho foi o primeiro que me fez pensar na forma da escrita e no estilo do autor. A maneira íntima com que ele narra O Terceiro Travesseiro trouxe essa experiência em primeira pessoa de mergulhar no universo do protagonista. Depois, J.K. Rowling escancarou a riqueza de detalhes com que apresentava o fantástico mundo de Harry Potter. Hoje em dia, eu gosto muito de ler Vitor Martins, Adam Silveira, Lucas Rocha, Hanya Yanagihara e Pedro Ruas. São autores que me inspiram no processo de escrita.
3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Duas ferramentas que me ajudam muito com o bloqueio criativo são ler outras obras e caminhar para organizar as ideias. Enquanto ler me ajuda a aumentar o insumo de literatura e contemplar as diferentes possibilidades, caminhar faz com o que eu organize o que eu já produzi e pondere sobre onde eu estou indo com a minha escrita. Quando eu volto da caminhada, normalmente já tenho ideias de como continuar.
4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Meu maior desafio foi vencer o medo de publicar um livro. Eu sou, infelizmente, uma pessoa que me importa muito com a opinião alheia. Para um escritor, essa é uma das piores características possíveis. Hoje eu lido melhor com isso, mas ainda é um grande desafio.
5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Quando eu lancei meu livro Curtas Memórias de um Improvável, fiz o lançamento na escola em que eu lecionava e colegas de trabalho foram os primeiros a comprá-lo. Algumas semanas depois, uma querida professora veio me contar, emocionada, o quanto minha história havia mexido com ela. Foi um momento único, principalmente por se tratar do meu primeiro trabalho.
6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Como sou um escritor novato, ainda não tenho um processo de escrita definido. Sou muito didático, então gosto de ler livros sobre como se organizar para escrever ou de como criar uma rotina concreta de escrita. Vou tentando uma coisinha aqui e outra alí, fazendo minhas anotações do que se encaixa com o meu perfil. Tem sido uma aventura à parte para ser honesto!
7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Eu espero que o leitor encontre nas páginas do meu livro um pouco dele mesmo. Gosto de escrever sobre as imperfeições do ser humano e da luta diária para encontrar o nosso lugar ao sol. Acredito que muitos buscam a mesma coisa e, quando encontram um protagonista que reflete essas imperfeições enquanto buscam se estabelecer na vida, sentem-se representados de alguma forma. É sobre a jornada e não necessariamente a chegada.
8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Estou trabalhando em um romance que fala desse momento político e social conturbado que vivemos na atualidade. De como as disputas nos revelam quem realmente somos e, talvez a nossa pior parte. Estou bastante empolgado com a história e espero ter novidades em breve.
Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Continue lendo! Ler é a forma mais bonita de combater a ignorância, o preconceito e as amarras que querem nos impor. Ler é um ato de rebeldia contra um sistema que insiste em nos colocar em caixas e definir nossos caminhos. Uma pessoa carregando um livro, seja ele físico ou digital, é alguém carregando uma tocha rumo à liberdade e ao pensamento crítico!
Sobre sua(s) obra(s):
Sinopse: Curtas Memórias de um Improvável é uma viagem pelas lembranças, amores e perdas de Filipe Rocha. Entre encontros inesquecíveis e despedidas inevitáveis, o autor nos conduz por uma narrativa intensa, repleta de sentimentos contraditórios e aprendizados dolorosos. Esta não é apenas uma história sobre amor ou luto — é sobre o que nos torna humanos, frágeis, resilientes e, acima de tudo, capazes de recomeçar.
Filipe cresceu acreditando no amor como um refúgio seguro, mas a vida, com sua imprevisibilidade brutal, tratou de desconstruir suas certezas. Do primeiro namoro, marcado por intensidade e descobertas, até a relação que mudou sua vida para sempre, cada capítulo é uma peça desse quebra-cabeça emocional. No entanto, nem sempre há finais felizes. A dor da perda chega de forma avassaladora, lançando-o em uma jornada de autodescoberta e reconstrução.
Entre diálogos sinceros, reflexões profundas e momentos de pura entrega, este livro revela não apenas a trajetória do protagonista, mas também nos convida a revisitar nossas próprias histórias de amor e despedida. Como seguir em frente quando o passado insiste em nos puxar de volta? Como lidar com a culpa, o arrependimento e a saudade?
Com uma escrita sensível e autêntica, Filipe Rocha compartilha uma narrativa que transborda emoção, humor e uma verdade crua sobre as relações humanas. Curtas Memórias de um Improvável é mais do que um relato pessoal; é um espelho onde muitos podem se enxergar, um abraço para aqueles que já amaram, sofreram e precisaram recomeçar. - Compre aqui!
Sobre o(a) autor(a):
Filipe Rocha é formado em Letras e encontra na escrita uma forma de dar voz ao que nem sempre pode ser dito. Apaixonado por histórias e pela complexidade dos sentimentos humanos, estreia na literatura com Curtas Memórias de um Improvável, uma narrativa sincera sobre amor, perda e recomeços.
Beijos!