04 julho, 2019

RESENHA | A Grande Solidão - Kristin Hannah

Título: A Grande Solidão
Autor(a): Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
Ano: 2018
Skoob
Nota: 5/5
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Livro cedido pela Editora
Sinopse: Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca.
Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor.
Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos.
Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa.
A Grande Solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza.
Antes de tudo, se for ler esse livro, pegue os lencinhos...

Ernt acabou de retornar da guerra do Vietnã para sua cidade natal, e junto acaba trazendo muito mais que as pessoas ao seu redor podem imaginar.
Em busca de mudança, Ernt junto com sua família, a esposa Cora e a filha de 13 anos Leni partem para o Alasca.
Ernt e Cora se conheceram quando ela tinha apenas 17 anos, e acabou engravidando. Uma família nômade que viu seu mundo desabar assim que Ernt é convocado para a guerra. E quando retorna é uma casca do homem que um dia já foi, agora é apenas dor e ódio. Cora só quer o antigo marido de volta, quer que ele se sinta seguro e amado. Ela é aquela esposa que faz de tudo pelo marido, ao mesmo tempo que Leni só quer ver o pai bem. Mas o Alasca trás muito mais que o frio lá fora, dentro de casa um frio temeroso se instala; não basta uma mudança geográfica para as coisas mudarem, o passado precisa ser superado, uma família em busca de paz e superação, mas que acaba encontrando algo bem mais profundo. O amor pode superar tudo? 


Me emociono só de relembrar essa história, é meu segundo contato com a escrita da autora, o primeiro livro dela que li foi As Coisas Que Fazemos por Amor. A narrativa da Kristin é fluída e amarra o leitor, mas ao mesmo tempo é carregada de drama. Uma leitura triste e pesada, onde o drama familiar me tocou de forma única. O final é arrebatador, e tudo se encaixa perfeitamente.
Tive um carinho especial por Leni, ela busca refúgio nos livros, assim trazendo várias referências; e também adorei conhecer a Marge e Earl; o Alasca de 1974 é diferente, todos se conhecem, adorei como a família de Ernt foi bem recebida pelos moradores.
Eu nem sei mais o que falar para convencer vocês a lerem, eu chorei tanto; senti a dor dos personagens, a Kristin tem dessas mesmo. Não sei mais qual é a minha autora favorita, ela ou a Dani Atkins, percebemos aqui que tenho uma queda por autores que me fazem desmoronar.

Sou apaixonada nessa capa, diagramação impecável.

Já leram algo da autora? Me conta nos comentários.

Beijos!

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