RESENHA | As Sobreviventes — Riley Sager
Título: As Sobreviventes
Autor(a): Riley Sager
Editora: Gutenberg
Páginas: 428
Ano: 2017
Sinopse: Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram.
Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?
Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.
Depois de ler O mass4cre da família Hope e No meio da noite, eu já tinha percebido que tinha algo na escrita do Riley Sager que simplesmente funciona pra mim. Mas As sobreviventes confirmou de vez: eu estou oficialmente viciada nesse homem.
A proposta do livro já é inquietante por si só: mulheres que sobreviveram a mass4cres e carregam esse rótulo pelo resto da vida. Mas o que mais me pegou aqui não foi só a ideia central, e sim a forma como a história é conduzida. Existe uma tensão constante, uma sensação de que tem algo errado o tempo todo. Nada é completamente confiável. Ninguém é completamente inocente.
Quincy é uma protagonista que me deixou desconfortável na medida certa. A memória fragmentada dela cria um jogo perigoso entre passado e presente, e eu me vi questionando absolutamente tudo. Todo mundo era suspeito para mim, eu estava desconfiando até da decoração da casa, se deixassem.
E é exatamente isso que eu amo no Sager: escrita fluida, que faz você virar página sem perceber, descrições que realmente te colocam dentro da cena, climinha de thriller psicológico que vai apertando devagar, e , claro, os plots...
Quando o livro começa a revelar suas cartas, eu já estava totalmente envolvida. E quando o plot final veio… eu fiquei em choque. Não é só uma reviravolta gratuita, é aquele tipo de revelação que faz você querer voltar capítulos pra ver onde estavam as pistas.
Se você gosta de thrillers que brincam com memória, trauma e manipulação, esse livro entrega. E entrega bem.
Entre os que li até agora do autor, ele segue mantendo um padrão muito alto, e eu já terminei A última mentira que contei (resenha vem aí).
Riley Sager pode escrever qualquer coisa que eu provavelmente vou ler.
Qual livro do Riley Sager você mais gostou? O mass4cre da família Hope segue sendo meu favorito dele.
Beijos!
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