1 - Qual foi sua inspiração para começar a escrever?
Eu já gostava de escrever desde criança e adolescente. Na adolescência, escrevi em folhas de caderno um livro de 360 páginas (nunca publicado), que contava a história de uma gangue que atuava no colégio em que eu estudava. Então, no início da idade adulta, com trabalho e faculdade, eu acabei parando de escrever. Até que, após uma decepção amorosa, eu comecei a colocar no papel o que eu estava sentindo e assim voltei a escrever. Comecei escrevendo para organizar o pensamento e os sentimentos e fui desenvolvendo esse tipo de escrita, com textos carregados de sentimento, desabafos, reflexões sobre a vida e nossa experiência como seres humanos. Depois de alguns anos escrevendo e publicando alguns textos nas minhas redes sociais, decidi reunir esses escritos em um livro, e com isso nasceu "Baú de Memórias".
2 - Quais autores ou obras influenciaram seu estilo de escrita?
Minha escrita tem bastante influência de Charles Bukowski, Jack Kerouac, Rubem Fonseca. Porém, costumo dizer que tudo que lemos, assistimos, ouvimos e vivenciamos influencia em nossa escrita. Gosto muito de Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Mário Quintana, Guimarães Rosa. E a música também me influencia muito; de Pink Floyd a Joy Division, de Cazuza a Nelson Gonçalves.
3 - Como você lida com o bloqueio criativo?
Boa pergunta, rsrs. Eu procuro não me preocupar muito com isso. Quando menos espero, sento na frente do computador ou diante de uma folha de papel e as ideias aparecem. Fico atento também quando alguma boa ideia vem à cabeça, mesmo quando estou na rua ou em qualquer outro lugar, e sem demora registro no meu bloco de notas no celular.
4 - Quais desafios você enfrentou durante sua jornada como escritor(a)?
Desafios sempre existem. E são muitos. Muitas vezes a falta de tempo é um grande problema, uma vez que tenho outro trabalho como atividade principal. Sou engenheiro, professor e pesquisador de uma universidade federal, o que me demanda muita dedicação. Além disso, há a questão financeira. Não é fácil viver de escrita e vender livros no Brasil, além do fato de que publicar também envolve um investimento.
5 - Você já teve experiências significativas com seus leitores? Alguma história que gostaria de compartilhar?
Sim, com certeza! Muitos leitores já disseram que minha escrita os impactou fortemente. Uma ex-professora da segunda série primária, de quando eu tinha apenas 8 ou 9 anos, leu meu livro "Baú de Memórias" e disse que ela estava precisando ler aquilo, que o livro havia chegado no momento certo. Outra leitora me contou que não imaginava o tamanho da carga emocional que encontraria em meu livro. Alguns outros depoimentos de leitores foram bastante gratificantes para mim. Já me disseram que eu escrevo com muita verdade e autenticidade, que se identificaram com vários episódios, que já passaram por sentimentos semelhantes aos que eu descrevo. Um leitor disse que eu o fiz chorar muitas vezes durante a leitura do livro, evidenciando a profundidade dos sentimentos presentes na escrita.
6 - Como é o seu processo de escrita? Você segue uma rotina específica?
Não tenho uma rotina específica. Procuro ficar atento a situações cotidianas que sirvam de inspiração e combustível para a escrita. Quando alguma ideia boa aparece e eu não estou com papel e caneta nem computador ao meu alcance, não hesito em abrir o bloco de notas do celular e escrever.
7 - Qual é o impacto que você espera que suas obras tenham nos leitores?
Espero que as pessoas leiam e se identifiquem com as situações, sentimentos e vivências evocados na minha escrita. Por mais que algum texto ou passagem seja muito depressivo, pesado, a ideia central é mostrar que todos nós passamos por momentos difíceis, mas somos capazes de superar. E a própria ação de escrever pode nos ajudar a superar nossas adversidades, na medida em que, ao escrever, conseguimos organizar nosso pensamento e nossos sentimentos. O ato da escrita é capaz de proporcionar autoconhecimento e a compreensão mais profunda do que sentimos e por que sentimos. Como consequência disso, espero estimular outros a escreverem também.
8 - Quais são seus planos para o futuro? Você está trabalhando em algum novo projeto?
Pretendo nunca parar de escrever. Já tenho planos para mais dois livros. Por enquanto ainda é segredo. Mas posso adiantar que um deles envolve crônicas e reflexões sobre o período em que ficamos confinados em nossas casas durante a Pandemia.
Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Para os leitores do Lost Words e para meus futuros leitores, gostaria de incentivar que não parem de ler. A leitura liberta (e a escrita também). Também gostaria de dizer que será uma honra para mim conquistar novos leitores. Quem ler meu "Baú de Memórias" vai se surpreender com a sinceridade, a autenticidade e a profundidade emocional da escrita.
Sobre sua(s) obra(s):
Sinopse: Quem nunca sentiu tristeza, dor, angústia, abandono, revolta, que atire a primeira pedra. E, no entanto, logo em seguida, sentimos muitas vezes que aquilo tudo não passou de um equívoco. E, então, vêm os sentimentos de alegria, felicidade, amor, paz e tantos outros bons. A vida caminha e se constrói dessa forma, entre emoções boas e ruins, entre vitórias e fracassos, entre aqueles dias em que você se sente um inútil e solitário e aqueles outros em que você se sente glorioso e querido. Este livro fala sobre isso. Fala de memórias, de recordações, mas, sobretudo, fala de sentimentos. Embora seja uma coletânea de textos que podem ser lidos de forma avulsa, ao ler a obra como um todo, o leitor perceberá um fio condutor, a trajetória de um indivíduo sensibilizado pela passagem do tempo, em busca de sentido para sua existência diante das adversidades que o acompanham, como perdas, decepções amorosas, morte, sentimentos de solidão e angústia. A coletânea se entrelaça sutilmente, compondo um mosaico de vivências e sensações, em uma viagem pela complexidade da mente humana e pela ambiguidade dos nossos sentimentos. As histórias contadas podem nem sempre ser reais, podem ser fruto da imaginação e da livre criação literária, mas os sentimentos, ah, esses são sempre autênticos. O autor convida você a abrir esse Baú de Memórias, de sentimentos, de reflexões, de diferentes ângulos de enxergar os episódios da vida e a experiência humana. Abrindo esse baú, muitos vão se identificar com as recordações e percepções do autor, pois algumas lembranças e sentimentos são universais. Sinta-se abrindo seu próprio baú de memórias. - Compre aqui!
Sobre o(a) autor(a):
Cristiano Gomes Casagrande é engenheiro, mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora e professor da mesma universidade desde 2015, dedicando-se ao ensino, pesquisa e extensão principalmente nas áreas de Eficiência Energética, Iluminação, Fontes Alternativas de Energia e Educação em Engenharia. Autor de “Iluminação Pública: Panorama, Tecnologias Atuais e Novos Paradigmas”, obra técnica publicada em 2021 pela Viseu, tem diversos artigos científicos publicados em periódicos e conferências nacionais e internacionais. Além da atuação profissional na Engenharia, diverte-se como escritor de crônicas, poemas e outros tipos de textos criativos nas horas vagas, já tendo participado de algumas antologias. Mineiro de Juiz de Fora, é apaixonado por música, rock, cinema, literatura, cultura pop, futebol, cerveja, viagens e um bom papo com os amigos. Em 2024, publicou seu primeiro livro de ficção, "Baú de Memórias", uma coletânea de crônicas, poemas e outros textos que falam sobre nossos sentimentos diante dos episódios (muitas vezes difíceis) da vida, busca por autoconhecimento e a experiência humana.
Beijos!