20 março, 2018

ENTREVISTA #16 | Autora Déborah Felipe


1 - Como você percebeu que queria ser escritora?
Foi bem engraçado, porque eu nunca pensei "acho que eu sou escritora", quando eu era criança queria ser bailarina, atriz... Eu sempre fui de ler muito e me envolvi com a escrita por fanfics que eu comecei a escrever sobre as histórias que eu mais gostava e algumas poesias. Um belo dia, eu vi o quanto minha escrita ia evoluindo e que eu gostava muito disso. Foi assim que eu percebi!


2 - Tem algum personagem favorito? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Essa é uma pergunta que sempre me fazem, eu não sei se tenho, porque meu carinho ao escrever cada um deles é único, mas eu gosto bastante de escrever as cenas da Marissa, suas interpretações e seus drinks, ela me desafia e eu gosto muito disso, talvez seja ela.

3 - Foi difícil chegar até uma editora e publicar seu primeiro livro?
Foi sim, eu tive MUITA sorte de encontrar a Editora PenDragon, porque eles são únicos e diferentes demais, eles cuidam dos escritores de uma maneira que eu não imaginava que aconteceria nos tempos de hoje! Mas é um mercado de trabalho onde as portas não fecham na nossa cara, elas TRANCAM! As Editoras hoje só apostam no que é garantia de lucro e só isso que elas tem em mente, elas não ligam pra história, pro escritor nacional. Elas só trazem de fora o que já está fazendo sucesso e trará rios de dinheiro e isso é triste.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Eu acho que não dá pra você escrever sem pesquisar muito, a maior parte do trabalho do escritor está na pesquisa, porque se você escrever uma besteira muito grande e seu leitor te pegar nesse erro, você perdeu. Minha história se passa em outro país, porque é sobre uma profissão que existe no Japão e que ainda é muito mal vista aqui no Brasil, que é a de hostess, então eu tive de pesquisar sobre o trabalho delas e como funciona com o ambiente japonês atual, foi muita pesquisa e só pra começar. Eu tenho de pesquisar muito para os drinks da Marissa também, como já falei antes, as receitas, os ingredientes e como fazer as interpretações.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Eu tenho muita sorte, meus leitores são uns amores sempre e surtam demais com o que eu escrevo. Quem cobra mesmo sou eu, que acho que não mereço e espero estar sempre a altura deles!

6 - Por que motivo escolheu esse gênero?
Acho que foi o gênero que me escolheu, porque eu não sou muito de ler romance, eu leio muito mais fantasia, mas eu tenho mais facilidade pra escrever romance.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo? Pretende lançar mais livros?
Pretendo sim, tem mais história da Casa das Hostesses que eu ainda quero dividir com vocês e eu tenho outras histórias que estão só esperando pra saírem e eu espero que gostem!

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Muito obrigada por essa oportunidade, eu fiquei muito feliz de poder dividir um pouquinho dos meus pensamentos, de quem eu sou e do que eu escrevo com vocês Muito obrigada mesmo!
A Casa das Hostesses oferece companhia. Se você teve um dia difícil, se ficar em casa sozinho só lhe faz pensar nos problemas... As hostesses podem cuidar de você!

Sobre a Autora: 

Déborah Felipe nasceu na cidade de São Bernardo do Campo, no dia 2 de outubro de 1989. Desde cedo sempre teve seu lado artístico muito aflorado e começou seu primeiro romance – “As Canetas Mágicas – O Mistério do Xadrez” – aos doze anos. Apaixonada pela cultura japonesa, a maior parte de suas histórias giram em torno de personagens do outro lado do mundo. Ficou conhecida como Sereny Kyle, escrevendo fanfics no site Nyah! Fanfiction.

Instagram | Facebook | BlogAonde comprar: Livro 1 | Livro 2 | Resenha

Beijos!

5 comentários

  1. Oi, Aline.

    Além de, na entrevista, podermos ter uma vaga ideia de como as idéias da autora foram colocadas no papel, bem como surgiu essa vontade de ser escritora...

    Podemos também destacar o que foi falado.

    A maioria das editoras brasileiras não querem apostar em escritores brasileiros, visando apenas os lucros que os autores estrangeiros trarão... Tornando assim, os escritores brasileiros desvalorizados...

    ResponderExcluir
  2. Bom dia Aline.

    EE muito legal conhecer nossos autores brasileiros através de entrevistas que vocês fazem, assim podemos conhecer como eles iniciaram e o que motivaram e inspiraram eles.

    ResponderExcluir
  3. A gente fica muito feliz em ver essas entrevistas porque de certa forma chega a ficar mais e mais próxima do autor como também da ideia de escrever um dia de forma mais séria (eu penso penso, mas acabo desistindo)

    ResponderExcluir
  4. Fico feliz em conhecer a trajetória de mais uma escritora nacional e concordo plenamente as editoras brasileiras vão muito no que lhes rende mais público e capital.Mas,acho possível melhorar esse cenário.
    Gostei de saber de como a Déborah se envolveum com a escrita,me pareceu que um belo dia a ficha caiu,tipo: Nossa,eu levo jeito pra isso.
    Pode apostar que procurarei seus títulos e fiquei super interessada em saber o que é hostess.

    ResponderExcluir
  5. O que mais gosto nessa entrevista a oportunidade de conhecer melhor os autores independentes e até mesmos não tão conhecidos no cenário literário brasileiro

    ResponderExcluir

Copyright © 2018 | Design e Código: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo